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Projeto Escrevendo Sem Medo - 2017
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Oii meus amores, como estao? no post de hoje vim trazer mais um projeto, mas desta vez é de escrita.
Ano passado fiquei bastante tempo sem escrever por causa dos estudos, esse ano voltei, mas ainda tenho aquele bloqueio criativo, por isso achei esse projeto super divertido.
É bem legal ate mesmo para quem esta começando a escrever agora seja por diversao ou para publicação.
Para quem não conhece, o projeto consiste em escrevermos um texto por
mês conforme os temas estabelecidos. Isso, para despertar a vontade de
escrever nas pessoas e fazer com que elas exercitem suas escritas
Janeiro: Das coisas mais importantes na minha vida.
Parece um tema simples, mas algumas vezes, as coisas mais simples se
transformam nas mais complicadas. Escrever sobre as coisas mais
importantes de sua vida, das mais simples até as mais complexas,
sinta-se a vontade.
Fevereiro: O poema da festa perfeita.
O tema é um desafio. Eu tenho dificuldades para escrever poemas, então
decidi me desafiar. Aqui, você vai escrever um poema descrevendo como
seria a festa perfeita para você. Faça da forma como desejar!
Março: Um pássaro engaiolado ganhando a liberdade.
Como é se sentir assim? Você também pode comparar as sensações (a sua e a do pássaro) de encontrar a liberdade.
Abril: Um fato sobre mim para cada aniversário.
Você irá escrever uma lista. Se eu tenho 21 anos de idade, então vou
escrever 21 fatos aleatórios – talvez interessantes – sobre mim.
Maio: Se eu tivesse poderes mágicos...
Qual super poder você teria se tivesse a oportunidade de escolher? Pode
ser algo “simples”, como o poder de não criar expectativas, mas também
pode ser algo fantástico, como ficar invisível. Você escolhe!
Junho: Considerações sobre um fim de semana ensolarado.
Observe a imagem abaixo. Imagine que aquela pessoa é você. Imagine uma historia para essa imagem. O que você fez até tirar essa foto? Como se
sentiu? O que aconteceu nesse fim de semana ensolarado?
Julho: O que há de errado com a humanidade?
Momento para você expor aquilo que observamos com frequência hoje em dia
e que faz seu coração chorar. Você pode expor um problema ou vários, a
escolha é sua.
Agosto: Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder.
Esse texto funcionará como uma carta anônima. Pense em alguém que você
gosta e se declare. Exponha aquilo que faz com que você goste tanto da
pessoa, dê dicas de quem ela é, mas não revele para quem a carta se
destina.
Setembro: Precisamos conversar sobre...
Você terá algumas opções para escrever esse texto, escolha uma entre
elas para colocar no lugar das reticências: machismo, preconceito,
gratidão, especismo, felicidade, feminismo, influências.
Outubro: A criança que eu fui gostaria de estar perto da pessoa que eu sou hoje?
Esse tema é bastante comum, já vi bastante por aí, mas eu acho muito
importante pararmos para refletir se estamos – ou não – fazendo um bom
trabalho como seres humanos adultos.
Novembro: A minha estação do ano favorita.
Revele qual a sua estação do ano favorita e exponha o porquê de tal
estação ser a sua favorita. Se você não tem uma estação favorita, fale
como você se sente diante de todas elas.
Dezembro: Das coisas inesquecíveis de 2017
É dezembro! Fim de ano! Nesse mês, nós normalmente paramos para fazer um
levantamento de tudo aquilo que aconteceu no decorrer do ano. Escreva
sobre esse levantamento, conte quais foram as coisas que aconteceram e
que você jamais vai esquecer.
Quer saber mais sobre o projeto ou participar? Visite o Blog Historiar
postado por
Kleyde
Canceriana, 24 anos, Baiana, Escritora, 5 livros publicados, Graduada em Engenharia Elétrica. Apaixonada por Harry Potter, livros, séries, chocolates, cheiro de chuva, culinária e viagens. Futura engenheira, fotógrafa amadora e atriz nas horas vagas. Não começa o dia sem uma xícara de café nem termina sem uma de chá.
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Escrever é construir barreiras para o infinito
Toda vez que se começa o livro, a página em branco representa o
infinito. Tendo escrito dois – um de não ficção e outro de ficção –,
posso dizer que o desafio do segundo foi muito maior. Na ficção, todas
as possibilidades estão à mão. E um autor precisa tomar decisões o tempo
todo. Definir um começo, um meio e um fim para esse infinito.
Não consigo começar a escrever sem ter uma ideia clara sobre o meu
ponto de partida e o de chegada. Essas fronteiras são sempre maleáveis,
mas o fato é que o início e o fim precisam estar bem definidos para que o
recheio possa ser preenchido com tempo e paciência, idas e voltas,
escrita e revisão.
Meu terceiro livro – claro que não vou entregar os detalhes agora –
está começando a ser colocado no papel neste momento. Foram muitas
escolhas a fazer antes da primeira frase. Os personagens terão
conhecimento prévio de todos os acontecimentos ou vão descobri-los junto
com o leitor? Eles serão acompanhados durante todo o decorrer de sua
vida ou somente num período específico? Quem dará voz à narrativa: o
próprio personagem ou um observador?
Para este novo livro, testei algo que nunca havia feito antes. Dei-me
ao luxo de fazer ensaios de texto com diferentes estilos de narração
para entender o que funcionava melhor nesse caso específico. Preciso
revelar, contudo, que tenho uma queda por obras que tragam como narrador
alguém envolvido na trama, e não externo a ela.
Está em cartaz nos cinemas um filme bastante acadêmico e tradicional,
mas que discute literatura de maneira realista, abordando as concessões
que um autor precisa (e deve) fazer para tornar seu trabalho melhor.
Trata-se de Mestre dos gênios, sobre o editor Max Perkins e sua
relação com o escritor Thomas Wolfe. No elenco, só feras: Colin Firth,
Jude Law, Nicole Kidman e Laura Linney.
No caso de Mestre dos gênios, além do relacionamento próximo
com o intempestivo Wolfe e dos conflitos domésticos de ambos, o roteiro
ainda lança mão de personagens secundários como F. Scott Fitzgerald
(vivido por Guy Pearce) e Ernest Hemingway (Dominic West). É uma espécie
de versão bem mais dramática das negociações (e discussões) entre um
autor e um editor.
Mestre dos gênios me fez recordar de outro filme sobre literatura que me agrada muito: Garotos incríveis,
em que o diálogo “escrever é fazer escolhas” me marcou muito. Quinze
anos depois de ter assistido ao filme, sempre que estou em dúvida sobre
uma solução narrativa, agarro-me à convicção de que é necessário parar e
refletir: o que faz sentido dentro do mundo particular que está sendo
criado?
Fazer escolhas e desapegar de boas ideias que não fazem sentido em
uma narrativa é um bom ponto de partida. A vantagem de se construir um
mundo particular composto de palavras é que sempre dá para corrigir o
destino no meio do caminho.
postado por
Kleyde
Canceriana, 24 anos, Baiana, Escritora, 5 livros publicados, Graduada em Engenharia Elétrica. Apaixonada por Harry Potter, livros, séries, chocolates, cheiro de chuva, culinária e viagens. Futura engenheira, fotógrafa amadora e atriz nas horas vagas. Não começa o dia sem uma xícara de café nem termina sem uma de chá.
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