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BEDA #12: Desafio de Escrita: 25 coisas sobre as quais escrever


Vi esse projeto nos blogs Mademoiselle e Conjutando 
Uma das minhas metas para o mês de agosto foi terminar meu livro (se você não viu o post onde falo sobre minhas metas do mês + diversos links interessantes clique aqui
Gostei muito desse projeto de escrita pois te obriga a sair da zona de conforto e se aventurar no mundo da escrita. 

são 25 desafios, todos vocês irão ver aqui no blog <3 


Gostou do desafio? se for participar, deixe o link <3 
irei amar visitar e ler o conto de vocês <3 


25 de Julho - Dia Nacional do Escritor


"Feliz dia do... Consegui escrever um capitulo"

"Feliz dia do... Aff que bloqueio criativo"

"Feliz dia do... Terminei, agora só falta a parte mais difícil que é revisar"



"Feliz dia do... Gostou desse personagem? Seria uma pena se eu o matasse"

"Feliz dia do... Aaaaah meu bebê chegou da gráfica/editora"

"Feliz dia do... Mas isso da dinheiro?"

"Feliz dia do... Escritor a todos os nossos autores/autoras do blog e a todos os escritores" 


Então Você Quer Ser Escritor? - Relatos da Carreira


Oii meus leitores, tudo bom? Esse post faz parte de uma coluna aqui no blog chamada "Então você quer ser escritor?" Para quem não acompanha o blog desde o inicio, o Dose de Poesia surgiu quando publiquei meu primeiro livro pela Andross Editora e a intenção era ajudar outras pessoas a realizarem o sonho de terem finalmente seu livro impresso. 
Nesse post fala sobre o lançamento da primeira antologia que participei. 
Parei um pouco com essa coluna mas pretendo retorna-la aos poucos, então se você tem duvidas sobre a carreira deixe suas perguntas aqui nos comentários. 
No dia 1 desse mês foi comemorado o dia do trabalhador, ser escritor também é uma profissão, apesar de ser bastante desvalorizada no mercado brasileiro, decidir convidar alguns autores para contar como foi a trajetória na carreira literária.


Nick Farewell 


Como eu cheguei até aqui...
Cheguei até aqui seguindo os caminhos tortuosos que foram uma reta no fim das contas. Comecei estudando engenharia e me formando em publicidade e propaganda. Fui professor, executivo de multinacional, redator publicitário e por fim, escritor e escrevente de derivados. Este ano faz 10 anos que o meu primeiro romance GO foi publicado. O livro foi escolhido pelo MEC para estar nas bibliotecas dos colégios e foi a grande guinada da minha vida. O sucesso e as tatuagens do título me levaram aos lugares que nunca pensei que pudesse estar. Eu continuo escrevendo e buscando sempre apenas uma coisa: Vida. Escrever para mim é perseguir a vida. Incessante e obstinadamente. A minha jornada é o próprio caminho da procura, busca. Para onde vou, não importa. Importa que eu vou. Onde a vida estiver.

Diana Scarpine



Ser escritora 
            Comecei a escrever aos treze anos de idade, porque gostava das aulas de redação do colégio e não me sentia representada nos livros que eu lia. Nessa época, eu não pensava em publicar: escrevia para eu mesma ler. Dezessete anos depois, em 2012, publiquei o  meu primeiro romance: “Entrelace: Caminhos que se Cruzam ao Acaso”. Meu segundo romance, “Uma Chance para Recomeçar”, foi publicado em 2016 pela Editora Pandorga. Ambos fazem parte de meu projeto literário que consiste em abordar as várias facetas do preconceito (principalmente em relação à deficiência) e têm sido muito bem recebidos pelo público, o que me deixa muito feliz e reforça meu amor pela literatura. Para mim, escrever é, ao mesmo tempo, um trabalho apaixonante e laborioso. É apaixonante, pois a matéria de trabalho do (a) escritor (a) é a imaginação. É laborioso; porque, para que a história seja interessante e conquiste os (as) leitores (as), a imaginação precisa ser lapidada, aperfeiçoada. Esse aperfeiçoamento envolve um intenso trabalho com as palavras  e também, a meu ver, uma boa dose de crítica social para que possamos proporcionar aos (às) leitores(as) não apenas diversão, mas também momentos de reflexão. 

Jim Carbonera 

Tudo começou em meados de 2009 quando li o livro Factótum do escritor Charles Bukowski. Era uma narrativa tão simples, mas ao mesmo tempo tão intensa e tão honesta, que me deu o famoso "click". Foi como se o portões das revelações tivessem sido abertos para mim.

Me fez perceber que a literatura poderia ir muito além do formal, da "terceira pessoa", do conceito empolado de escrever e falar.  
Pensei comigo: "Eu tenho algumas histórias, e sei de tantas outras, poderia tentar escrevê-las".
A literatura de Bukowski, assim como a de Jack Kerouac, me despertaram para esse novo mundo. Uma mostra de que na simplicidade também há genialidade.
A partir daí, criei um blog e comecei a praticar. Conforme aperfeiçoava minha escrita e elogios eram feitos, comecei a pensar em compilar os contos do blog e transformá-los num livro.
Porém, foi a partir do autor Pedro Juan Gutiérrez, que decidi, definitivamente, em escrever meu primeiro livro: Divina Sujeira.
Pedro Juan é, para mim, um herói. Através dele consegui dar vida a minha narrativa. Deixá-la com mais cara de literatura e livrar-me de qualquer grilhão ou amarra que eu pudesse ter em termos de censura. Meu texto se transformou em algo livre, despudorado. Costumo dizer que se tornou um strip-tease ao leitor.
Para encurtar a história, me baseei nos contos do blog para criar o aspirante a escritor Rino Caldarola, que é o protagonista e narrador da trilogia urbana "Rino".
Os livros contam a busca dele por inspiração para escrever seu primeiro romance em meio a boêmia e a sociedade porto-alegrense e suas aventuras e desaventuras pela capital gaúcha. Tudo narrado de forma objetiva e feroz.
Agora estou deixando um pouco o gênero Realismo Urbano de lado e me concentrando num outro tema do qual eu gosto muito: Thriller Psicológico. Sempre me interessei mais pela parte obscura e tenebrosa dos indivíduos, pois é nela que se revela o ser humano que tanto desejamos esconder. Assim, quero ver se adentrando neste novo universo, posso explorar ainda mais esse mundo do qual aprecio tanto.  



Carla Azevedo 

Tudo começou aos 4 anos, meu pai lia historias da turma da Mônica antes de dormir, me apaixonei pela escrita muito nova, mesmo sem saber ler direito minha mãe fazia questão de sempre pegar livros na biblioteca e me presentear com exemplares sempre que possível, lembro que o primeiro livro que ganhei foi a coleção de Harry Potter, eu já era fã do bruxo ao ver os filmes, e ao ler sobre o incrível mundo criado pela J K me apaixonei ainda mais pela escrita. Desde cedo eu já sabia o que queria ser: Escritora, não importa qual idade me perguntasse isso, a resposta continuava a mesma. Foi somente após ler o livro GO de Nick Farewell que pensei em tirar esse sonho do papel, eu me apaixonei pelo personagem e a partir dai comecei a pesquisar diversas editoras, quase todas cobrava um valor altíssimo para a publicação, algo que no momento eu não poderia pagar, mas foi ai que encontrei a Andross Editora, mandei alguns poemas, descrente que seriam aceitos, quando recebi a confirmação não aguentei de tanta felicidade, meu sonho finalmente estaria se realizando.  O lançamento foi na cidade de São Paulo em 2013 e foi um dos melhores dias da minha vida. Publiquei 4 vezes pela Andross (os livros se encontram na aba sobre) e em breve pretendo publicar o meu primeiro livro solo. Serei eternamente grata ao Edson Rossatto (escritor e dono da Andross) por ter abertos as portas do mundo literário.



Escrever é construir barreiras para o infinito


Toda vez que se começa o livro, a página em branco representa o infinito. Tendo escrito dois – um de não ficção e outro de ficção –, posso dizer que o desafio do segundo foi muito maior. Na ficção, todas as possibilidades estão à mão. E um autor precisa tomar decisões o tempo todo. Definir um começo, um meio e um fim para esse infinito.
Não consigo começar a escrever sem ter uma ideia clara sobre o meu ponto de partida e o de chegada. Essas fronteiras são sempre maleáveis, mas o fato é que o início e o fim precisam estar bem definidos para que o recheio possa ser preenchido com tempo e paciência, idas e voltas, escrita e revisão.
Meu terceiro livro – claro que não vou entregar os detalhes agora – está começando a ser colocado no papel neste momento. Foram muitas escolhas a fazer antes da primeira frase. Os personagens terão conhecimento prévio de todos os acontecimentos ou vão descobri-los junto com o leitor? Eles serão acompanhados durante todo o decorrer de sua vida ou somente num período específico? Quem dará voz à narrativa: o próprio personagem ou um observador?
Para este novo livro, testei algo que nunca havia feito antes. Dei-me ao luxo de fazer ensaios de texto com diferentes estilos de narração para entender o que funcionava melhor nesse caso específico. Preciso revelar, contudo, que tenho uma queda por obras que tragam como narrador alguém envolvido na trama, e não externo a ela.
Está em cartaz nos cinemas um filme bastante acadêmico e tradicional, mas que discute literatura de maneira realista, abordando as concessões que um autor precisa (e deve) fazer para tornar seu trabalho melhor. Trata-se de Mestre dos gênios, sobre o editor Max Perkins e sua relação com o escritor Thomas Wolfe. No elenco, só feras: Colin Firth, Jude Law, Nicole Kidman e Laura Linney.
No caso de Mestre dos gênios, além do relacionamento próximo com o intempestivo Wolfe e dos conflitos domésticos de ambos, o roteiro ainda lança mão de personagens secundários como F. Scott Fitzgerald (vivido por Guy Pearce) e Ernest Hemingway (Dominic West). É uma espécie de versão bem mais dramática das negociações (e discussões) entre um autor e um editor.
Mestre dos gênios me fez recordar de outro filme sobre literatura que me agrada muito: Garotos incríveis, em que o diálogo “escrever é fazer escolhas” me marcou muito. Quinze anos depois de ter assistido ao filme, sempre que estou em dúvida sobre uma solução narrativa, agarro-me à convicção de que é necessário parar e refletir: o que faz sentido dentro do mundo particular que está sendo criado?
Fazer escolhas e desapegar de boas ideias que não fazem sentido em uma narrativa é um bom ponto de partida. A vantagem de se construir um mundo particular composto de palavras é que sempre dá para corrigir o destino no meio do caminho.


Aniversario de HP Lovecraft


mes passado foi aniversário de 125 anos de um dos grandes autores da literatura: H. P. Lovecraft. E hoje vim falar um pouco sobre ele e seus livros. Em 20 de Agosto de 1890 nasceu Howard Philips Lovecraft, em Providence, Rhode Island, USA. Ele foi um escritor estadunidense que se especializou no estilo horror gótico, introduzindo elementos de fantasia e ficção científica em suas histórias. Lovecraft foi criado praticamente pela mãe e pelo avô, e em sua infância foi bastante influenciada pelas obras da Ilíada e Odisseia, de Homero, e clássicos do terror gótico


Dagon foi o seu primeiro trabalho profissional, publicado em 1923 na revista Weird Tales. Lovecraft, pelo conjunto de sua obra, é, sem dúvida, o legítimo sucessor deEdgar Allan Poe. Sua obra se imortalizou com o seu nome e ele se tornou referência literária no século XX para escritores de peso como Stephen KingAlan Moore, Neil Gaiman, Robert E. Howard, entre outros. 

Suas histórias são exclusivamente voltadas para o horror, com personagens opondo-se a gnose e ao misticismo, ante o medo das trevas que se antevia adiante, e valores culturais, religiosos e morais criados por importantes movimentos: Iluminismo, Romantismo, Cristianismo e Humanismo. Ele criou o grimório Necronomicon e o Mito Cthulhu em uma série de terror sombrio e envolvente, gerando criaturas e anti-humanos saídos de pesadelos inimagináveis.

Ao longo de sua vida, Lovecraft sofreu de pesadelos terríveis, e muitos desses pesadelos foram transformados em contos. E isso, certamente, também influenciou a narrativa em seus contos em primeira pessoa e o envolvimento do narrador nos acontecimentos narrados é o elixir utilizado por Lovecraft para seduzir os seus leitores. 

H. P. Lovecraft não só influenciou escritores de peso como Neil Gaiman e Stephen King, como também se tornou influência obrigatória de bandas de rock como a italiana Abgot, a ucraniana Ossadogva, a francesa Dylath-Leen, a britânica Artic Monkey, entre outras. As obras de Lovecraft também influenciaram videogames, como: Fallout 3,DoomQuakeCastelvaniaTerraria e Call of Cthulhu.

O conto The Haunter of the Dark, de novembro de 1935, foi o seu último conto escrito e publicado. Lovecraft também usou vários pseudônimos para suas obras: Lewis TheobaldHumphrey LittlewitWard Phillips, Edward Softly. Depois de uma vida conturbada, Lovecraft faleceu em Providence, vítima de um câncer no intestino, em 18 de março de 1937. 


É isso, pessoal. Espero que tenham gostado do post de hoje, bem simples, mas para que conheçam mais sobre um dos autores mais importantes do gênero e da literatura.

Kleyde Azevedo. Canceriana, 25 anos, Baiana, Escritora, 5 livros publicados, Engenheira Eletricista e pós graduanda em energias renovavéis. Apaixonada por Harry Potter, livros, séries, chocolates, cheiro de chuva, culinária e viagens. Fotógrafa amadora e atriz nas horas vagas. Não começa o dia sem uma xícara de café nem termina sem uma de chá.

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