Oii meus leitores, tudo bom? Esse post faz parte de
uma coluna aqui no blog chamada "Então você quer ser escritor?" Para
quem não acompanha o blog desde o inicio, o Dose de Poesia surgiu quando
publiquei meu primeiro livro pela Andross Editora e a intenção era ajudar
outras pessoas a realizarem o sonho de terem finalmente seu livro
impresso.
Nesse post fala
sobre o lançamento da primeira antologia que participei.
Parei um pouco com essa coluna mas
pretendo retorna-la aos poucos, então se você tem duvidas sobre a carreira
deixe suas perguntas aqui nos comentários.
No dia 1 desse mês foi comemorado
o dia do trabalhador, ser escritor também é uma profissão, apesar de ser bastante desvalorizada no mercado brasileiro, decidir convidar alguns autores para contar como foi a trajetória na carreira literária.
Nick Farewell
Como eu
cheguei até aqui...
Cheguei
até aqui seguindo os caminhos tortuosos que foram uma reta no fim das contas.
Comecei estudando engenharia e me formando em publicidade e propaganda. Fui
professor, executivo de multinacional, redator publicitário e por fim, escritor
e escrevente de derivados. Este ano faz 10 anos que o meu primeiro romance GO
foi publicado. O livro foi escolhido pelo MEC para estar nas bibliotecas
dos colégios e foi a grande guinada da minha vida. O sucesso e as tatuagens do
título me levaram aos lugares que nunca pensei que pudesse estar. Eu
continuo escrevendo e buscando sempre apenas uma coisa: Vida. Escrever para mim
é perseguir a vida. Incessante e obstinadamente. A minha jornada é o próprio
caminho da procura, busca. Para onde vou, não importa. Importa que eu vou. Onde
a vida estiver.
Diana
Scarpine
Ser escritora
Comecei
a escrever aos treze anos de idade, porque gostava das aulas de redação do
colégio e não me sentia representada nos livros que eu lia. Nessa época, eu não
pensava em publicar: escrevia para eu mesma ler. Dezessete anos depois, em
2012, publiquei o meu primeiro romance: “Entrelace:
Caminhos que se Cruzam ao Acaso”. Meu segundo romance, “Uma
Chance para Recomeçar”, foi publicado em 2016 pela Editora Pandorga.
Ambos fazem parte de meu projeto literário que consiste em abordar as várias
facetas do preconceito (principalmente em relação à deficiência) e têm sido
muito bem recebidos pelo público, o que me deixa muito feliz e reforça meu amor
pela literatura. Para mim, escrever é, ao mesmo tempo, um trabalho apaixonante
e laborioso. É apaixonante, pois a matéria de trabalho do (a) escritor (a) é a
imaginação. É laborioso; porque, para que a história seja interessante e
conquiste os (as) leitores (as), a imaginação precisa ser lapidada,
aperfeiçoada. Esse aperfeiçoamento envolve um intenso trabalho com as
palavras e também, a meu ver, uma boa dose de crítica social para
que possamos proporcionar aos (às) leitores(as) não apenas diversão, mas também
momentos de reflexão.
Jim Carbonera
Tudo começou em meados de 2009 quando
li o livro Factótum do escritor Charles Bukowski. Era uma narrativa tão
simples, mas ao mesmo tempo tão intensa e tão honesta, que me deu o famoso
"click". Foi como se o portões das revelações tivessem sido abertos
para mim.
Me fez perceber que a literatura poderia ir muito além do formal, da
"terceira pessoa", do conceito empolado de escrever e falar.
Pensei comigo: "Eu tenho algumas histórias, e sei de tantas outras,
poderia tentar escrevê-las".
A literatura de Bukowski, assim como a de Jack Kerouac, me despertaram para
esse novo mundo. Uma mostra de que na simplicidade também há genialidade.
A partir daí, criei um blog e comecei a praticar. Conforme aperfeiçoava minha
escrita e elogios eram feitos, comecei a pensar em compilar os contos do blog e
transformá-los num livro.
Porém, foi a partir do autor Pedro Juan Gutiérrez, que decidi, definitivamente,
em escrever meu primeiro livro: Divina Sujeira.
Pedro Juan é, para mim, um herói. Através dele consegui dar vida a minha
narrativa. Deixá-la com mais cara de literatura e livrar-me de qualquer grilhão
ou amarra que eu pudesse ter em termos de censura. Meu texto se transformou em
algo livre, despudorado. Costumo dizer que se tornou um strip-tease ao leitor.
Para encurtar a história, me baseei nos contos do blog para criar o aspirante a
escritor Rino Caldarola, que é o protagonista e narrador da trilogia urbana
"Rino".
Os livros contam a busca dele por inspiração para escrever seu primeiro romance
em meio a boêmia e a sociedade porto-alegrense e suas aventuras e desaventuras
pela capital gaúcha. Tudo narrado de forma objetiva e feroz.
Agora estou deixando um pouco o gênero Realismo Urbano de lado e me
concentrando num outro tema do qual eu gosto muito: Thriller Psicológico.
Sempre me interessei mais pela parte obscura e tenebrosa dos indivíduos, pois é
nela que se revela o ser humano que tanto desejamos esconder. Assim, quero ver
se adentrando neste novo universo, posso explorar ainda mais esse mundo do qual
aprecio tanto.
Carla Azevedo

Tudo começou aos 4 anos, meu pai lia historias da turma da Mônica antes de dormir, me apaixonei pela escrita muito nova, mesmo sem saber ler direito minha mãe fazia questão de sempre pegar livros na biblioteca e me presentear com exemplares sempre que possível, lembro que o primeiro livro que ganhei foi a coleção de Harry Potter, eu já era fã do bruxo ao ver os filmes, e ao ler sobre o incrível mundo criado pela J K me apaixonei ainda mais pela escrita. Desde cedo eu já sabia o que queria ser: Escritora, não importa qual idade me perguntasse isso, a resposta continuava a mesma. Foi somente após ler o livro GO de Nick Farewell que pensei em tirar esse sonho do papel, eu me apaixonei pelo personagem e a partir dai comecei a pesquisar diversas editoras, quase todas cobrava um valor altíssimo para a publicação, algo que no momento eu não poderia pagar, mas foi ai que encontrei a Andross Editora, mandei alguns poemas, descrente que seriam aceitos, quando recebi a confirmação não aguentei de tanta felicidade, meu sonho finalmente estaria se realizando. O lançamento foi na cidade de São Paulo em 2013 e foi um dos melhores dias da minha vida. Publiquei 4 vezes pela Andross (os livros se encontram na aba sobre) e em breve pretendo publicar o meu primeiro livro solo. Serei eternamente grata ao Edson Rossatto (escritor e dono da Andross) por ter abertos as portas do mundo literário.