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Global Editora divulga programação de seu estande na 27ª Bienal do Livro de São Paulo com grandes nomes da Literatura Brasileira | BEDA#32

 Em um estande de 200 m2, um dos maiores de sua história, o Grupo Editorial Global marcará presença na Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2024 e receberá autores da casa, como: Ana Maria Machado, Daniel Munduruku, Ignácio de Loyola Brandão, Ruth Rocha.


O Grupo Editorial Global marcará presença na 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de 6 a 15 de setembro de 2024, com uma programação especial. Conhecida tradicionalmente com a Casa da Literatura Brasileira e com mais de 50 anos de história, passarão pelo estande da Global diversos autores para sessões de autógrafos e lançamentos de livros sempre no estande da rua C, número 28 (C-28).

Para abrir a programação do estande da Global, no sábado (7), às 15h, os leitores poderão encontrar com o ator, escritor e ativista indígena Daniel Munduruku. Daniel tem mais de 10 livros pela Global e estará fazendo uma sessão de autógrafos. Já a partir das 19h30, será o momento de Elizandra Souza, poeta, jornalista e ativista cultural na periferia de São Paulo, que estará autografando Filha do Fogo.  
 
No domingo (8), às 12h, o estande receberá um pocket show do músico e cordelista Costa Senna, seguido por sessão de autógrafos de seus livros: Cordéis que educam e transformam e Caminhos diversos - sob os signos do cordel. E, às 16h, logo após o encontro com Ruth Rocha, será a vez de Araquém Alcântara, que fará uma sessão de autógrafos de TerraBrasil. A obra traz uma coletânea das melhores fotos do fotógrafo que, com seu olhar original, comprometido e engajado, revela as diversidades e sutilezas de nosso país. 

Na quinta (12), às 11h, o escritor multimídia Toni Brandão fará uma tarde de autógrafos de seus livros editados pela Global Editora. Na sexta (13), às 15h, o educador Moacir Gadotti, presidente emérito do Instituto Paulo Freire, lançará uma a nova edição, revista e ampliada, do livro Pedagogia da Práxis. Esse é o terceiro livro lançado por Gadotti pelo selo Global Educação, que publicou recentemente os livros Programados para aprender e A educação contra a educação. Já no último fim sábado de Bienal (14), Sérgio Vaz encontrará com os leitores às 14h, com destaque para o seu mais recente trabalho, Flores da batalha. 

E no domingo (15), será a vez dos imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL) realizarem lançamentos em nosso estande. Ana Maria Machado, uma das mais renomadas autoras brasileiras, lançará a coletânea de ensaios Ana Maria Machado – Uma Autora em Perspectiva, às 11h da manhã, com textos de acadêmicos de diversos países sobre a obra da autora. E fechando a programação, às 15h, Ignácio de Loyola Brandão, conhecido por seus livros de impacto e crítica social, lançará o infantil Só sei que nasci, uma obra que apresenta ao leitor os pensamentos de uma criança ao chegar ao mundo. 


Confira a programação completa de nossos autores no estande da Global: 

Sábado, 07/09 
• 15h – Sessão de autógrafos com Daniel Munduruku – Estande da Global (C-28); 
• 19h30 – Sessão de autógrafos com Elizandra Souza – Estande da Global (C-28); 

Domingo, 08/09 
• 12h – Pocket show e sessão de autógrafos Costa Senna – Estande da Global (C-28); 
• 15h – Momento Ruth Rocha – Estande da Global (C-28); 
• 16h – Sessão de autógrafos com Araquém Alcântara – Lançamento da nova edição do livro TerraBrasil – Estande da Global (C-28); 

Quinta-feira, 12/09  
• 11h – Sessão de autógrafos com Toni Brandão – Estande da Global (C-28); 

Sexta-feira, 13/09 
• 15h – Sessão de autógrafos com Moacir Gadotti – Lançamento do livro Pedagogia da Práxis – Estande da Global; 

Sábado, 14/09 
• 14h às 16h – Sessão de autógrafos com Sérgio Vaz – Estande da Global (C-28); 

Domingo, 15/09 
• 11h – Sessão de autógrafos com Ana Maria Machado – Lançamento do livro Ana Maria Machado – Uma autora em perspectiva – Estande da Global (C-28); 
• 15h – Sessão de autógrafos com Ignácio de Loyola Brandão – Lançamento do livro Só sei que nasci Estande da Global – Estande da Global (C-28); 


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Resenha #129: Filha do fogo - Elizandra Souza | BEDA#21




AutoraElizandra Souza
Editora: Global
Número de Páginas: 112
Ano de publicação: 2023

Nota: 



Sinopse: 

Filha do fogo - 12 contos de amor e cura, de Elizandra Souza, oferta aos leitores uma incursão por histórias de força incomum, protagonizadas em sua maioria por vozes femininas negras, como a autora. Mulheres que manifestam os desafios, as decepções e as conquistas que permeiam o percurso daquelas que afrontam os códigos consolidados na sociedade atual. Uma sociedade ainda tão hierarquizada e que permanece se recusando a enxergar a viabilidade de modos de viver mais libertários, igualitários e humanos nas relações cotidianas.

Narrar é um fenômeno transformador. Seja para aquele que toma para si o desafio de conceber suas histórias, como para aquele que as recebe, o universo de vivências que compõe uma narrativa deixa marcas que ficam para sempre. Pode-se dizer, sem sombra de dúvidas, que os contos integrantes deste livro de Elizandra Souza possuem este traço singular das narrativas construídas com intensidade. É possível intuir os significados delas para o processo de autoconhecimento da autora como indiciar os impactos que elas terão nas vidas de quem se dedicar a nelas mergulhar.




Resenha: 


Este livro foi sem dúvida uma leitura incrível, um dos melhores do ano com toda certeza. 

Este foi o meu primeiro contato com a escrita da Elizandra e estou ansiosa para ler outros livros de sua autoria. Este livro encanta, envolve, enriquece, te cativa, não há como lê-lo e ser a mesma pessoa que antes. Filha do fogo é um livro bem rápido de se ler (não que seja uma leitura fácil), mas é incrível a forma como ela trás a escrita negra em todos os contos. 


"Fechei meus olhos, sentindo o vaivém... O cajueiro soltava as folhas como se estivesse emocionado... O vento acariciava o meu rosto... Me sentia completa e livre no meu balanço. Eu estava no céu!"


Em todos os contos, as mulheres são protagonistas, desde a infância até chegar na fase adulta e em diversas situações, eu como mulher cis branca, a leitura deste livro me fez refletir sobre a vida, A Eliza (já estou criando apelidos), relata aspectos como violência, racismo, religião, cresças, vidas amorosas, estudos, militância, identidade, ancestralidade. É incrível a forma como ela conseguiu juntar todos esses temas em contos fluídos e de maneira tão sucinta 




Todos os contos são incríveis, mas o meu preferido foi “O tênis de Obary”, onde podemos entender como metáfora o sapato apertado com a nossa própria vida. 

Todos os personagens são tão reais, todos os contos são intensos, trazendo mais a fundo a experiências vividas por mulheres negras, nos mostrando uma jornada de autodescoberta e transformação. Este é um livro que recomendo a toda sociedade como um todo. 


"Enquanto escrevemos, lidamos com a iminência do fim do mundo: a desconfiança baseada apenas na cor da nossa pela, o preterimento nas relações afetivas, em detrimento de padrões de beleza mais próximos aos caucasiano, e o apagamento de nossas existências por meio da cegueira seletiva que acomete toda a nossa sociedade e invisibiliza as conquistas e qualidades da população negra em nosso país"


O projeto gráfico deste livro está de tirar o folego, a diagramação, a capa, as ilustrações, tudo está magnifico, lhe convidando a emergir de corpo de alma nesta leitura tão bela. 



Quotes: Filha do fogo | BEDA#5

 


"Enquanto escrevemos, lidamos com a iminência do fim do mundo: a desconfiança baseada apenas na cor da nossa pela, o preterimento nas relações afetivas, em detrimento de padrões de beleza mais próximos aos caucasiano, e o apagamento de nossas existências por meio da cegueira seletiva que acomete toda a nossa sociedade e invisibiliza as conquistas e qualidades da população negra em nosso país"


"Fechei meus olhos, sentindo o vaivém... O cajueiro soltava as folhas como se estivesse emocionado... O vento acariciava o meu rosto... Me sentia completa e livre no meu balanço. Eu estava no céu!"


"Me vi refletida nas chamas junto da imagem de vozinha e ali renasci filha do fogo..."


"Oh minha poeta, suas palavras dançam no meu Ori. Perdão por ser tão egoísta. Enlouqueci por seus versos e, como pavão, desejei ser seu muso, mas nunca consegui ser seu companheiro. Por vaidade, eu quis que você me amasse, mas você sempre soube que nos meus caminhos Jasira estava no meu odu"


"Minha mãe sempre me disse que amar demais matava e eu nunca acreditei, mas hoje, lendo toda a minha vida, devo dizer que eu morri faz tempo por te amar intensamente e me esquecer de mim mesma"


"Quando a Lua não está cheia, as estrelas ficam mais brilhantes..."



 

Lançamos em janeiro de 2024 da Editora Global



Oiê meus leitores, como estão? No post de hoje vim trazer alguns lançamentos de Janeiro da Editora Global. 


 Chapeuzinho Vermelho

Autora: Ruth Rocha

Ilustrações: Isabela Santos

Sugestão de faixa etária: A partir de 4 anos;

R$ 65,00


Neste livro, Ruth Rocha reconta em versos e poesia a história da Chapeuzinho Vermelho. Com rimas e ilustrações, a obra amplia o imaginário e a percepção de um conto tão conhecido e que pode ser recontado de diferentes formas, aguçando ainda mais a memória e a criatividade.Chapeuzinho vermelho inaugura a coleção Recontos Bonitinhos. Nesta série, Ruth Rocha empresta seu olhar e talento únicos para criar poemas e apresentar histórias clássicas para as novas gerações de pequenos leitores. O livro traz ainda a delicadeza e o encanto das ilustrações de Isabela Santos.




Sei por ouvir dizer

Autor: Bartolomeu Campos de QueirósIlustrações: Suppa

Sugestão de faixa etária: a partir dos 9 anos

R$ 65,00


“Não era uma vez. Eram três…”. Assim inicia esta fabulosa narrativa de Bartolomeu Campos de Queirós marcada pela invenção e fantasia em torno do número três.

Sei por ouvir dizer é um livro sensível e divertido que brinca de forma até poética com as possibilidades do terceiro numeral para nos mostrar como todas as coisas podem ser muitas. Uma senhora que é três, que tem três nomes, três idades, três aniversários, três cidades de nascimento, três cidades para partir, três óculos…

Esses óculos surpreendentes trarão muita diversão e reflexão para quem tiver a sorte de coloca-los. É o que ocorre com o menino que nos apresenta a história. Ele não conheceu a senhora, mas encontrou os óculos e ouviu muitos dizeres. Tudo isso o levou a fabulações fantásticas que o aproximaram dos mistérios da senhora (que é três), de si mesmo e da saudade.



Dinâmicas e instrumentação para Educação Ambiental

Autor: Genebaldo Freire Dias

R$ 69,00


O professor e ecologista Genebaldo Freire Dias apresenta atividades e técnicas que nos levam a refletir e compreender a amplitude e complexidade das questões ambientais e, ainda mais importante, a necessidade primordial de nossa participação e cooperação para transformar o mundo.Ao contrário de discursos conformistas ou, no outro extremo, alarmistas que na mesma medida nos paralisam e dão a entender que nada podemos fazer, Genebaldo nos mostra que mudar não só é possível como necessário.




Lá leu algum? Gostou? 
Esse e outros lançamentos, vocês encontram diretamente no site da Editora, aqui

Edição Especial Casa-grande & senzala, de Gilberto Freyre - Edição 90 anos da obra

 


Uma edição histórica e comemorativa da obra mais importante de Gilberto Freyre, com posfácio inédito de Mary Del Priore.

Em dezembro de 1933, publicava-se no Brasil obra fundamental para o conhecimento que até então se tinha sobre a nossa sociedade: Casa-grande & senzala – formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal, do sociólogo pernambucano Gilberto Freyre. Para marcar os 90 anos deste livro que revolucionou os estudos sobre assuntos brasileiros, a Global Editora lança uma edição especial comemorativa limitada com capa dura desta obra icônica. 

Além de trazer os elementos já presentes na versão atual – texto de apresentação do sociólogo e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e dois cadernos iconográficos – a nova edição brinda os leitores com um conteúdo adicional especialmente produzido para ela: um posfácio escrito pela historiadora Mary Del Priore e um terceiro caderno iconográfico, o qual oferece um passeio imagético pelas obras de pintores e desenhistas que contribuíram para as diversas edições de Casa-grande & senzala publicadas ao longo de nove décadas.

A pintura que estampa a capa desta nova edição é de autoria de Cícero Dias, pintor pernambucano reconhecido internacionalmente e que foi amigo de Gilberto Freyre. A obra pertence hoje ao acervo da Fundação Gilberto Freyre. É também de Cícero a famosa pintura do Engenho Noruega que vem encartada nas edições de Casa-grande & Senzala da Global Editora.

Ancorado em pesquisa realizada em arquivos brasileiros e estrangeiros, Freyre construiu uma poderosa análise sobre os traços e desafios centrais da formação da sociedade brasileira. As virtudes e os vícios da colonização portuguesa no Brasil, a enorme contribuição das matrizes indígena e africana na formação da identidade nacional, tudo reconstituído a partir de uma perspectiva inovadora: lançando luzes sobre os aspectos cotidianos que estiveram presentes nas permanências e transformações de uma sociedade caracterizada pela miscigenação. 

Assim, a culinária, a alimentação, o vestuário, as práticas religiosas foram algumas das dimensões da vida social minuciosamente reconstituídas por Gilberto Freyre neste livro seminal que se tornou uma das mais complexas e influentes interpretações do Brasil até hoje concebidas.


Ficha técnica do livro:

Livro: Casa Grande & Senzala - Edição Comemorativa 90 Anos

Autor: Gilberto Freyre

Editora: Global Editora

ISBN: 978-65-5612-535-0

Páginas: 736

Preço de capa: R$ 219,00


Compre aqui 


Sobre o autor:

Gilberto Freyre nasceu no Recife, Pernambuco, em 15 de março de 1900. É considerado um dos maiores intelectuais e intérpretes da formação histórico-social brasileira. Estudou nos Estados Unidos, onde se formou Bacharel em Artes Liberais pela Universidade de Baylor, em 1920, e Mestre em Artes pela Universidade de Columbia, em 1922.

Freyre recebeu muitos prêmios e títulos ao longo de sua vida, tanto nacionais quanto internacionais. Numa abordagem analítica inovadora, seus estudos apontaram para as vantagens do processo de miscigenação racial ocorrido no Brasil.

Inédita aventura de João Carlos Marinho chega às livrarias e ganha interpretação cativante do influenciador Tiago Valente


Oiê, meus leitores

Como estão? 

No post de hoje, vim fazer de um evento de lançamento do livro As joias desaparecidas, livro inédito do saudoso autor de literatura infantojuvenil João Carlos Marinho Silva.

O evento será realizado no dia 2 de dezembro, sábado, das 15h às 17h, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho e contará com a presença de Beto e Cecília Furquim, filhos do autor, além do booktoker Tiago Valente, que fará uma dramatização do livro aos presentes.


“As joias desaparecidas” é uma obra inédita deixada pelo autor, com lançamento agendado para o dia 2 de dezembro, na Livraria da Vila – Fradique Coutinho. No evento, Tiago Valente fará dramatização da obra.

Em 1948, aos 13 anos de idade, João Carlos Marinho Silva, como ainda assinava na época, escreveu a história de As joias desaparecidas em um caderno espiral que foi guardado e preservado durante muitos anos. A aventura, que até o ano de 2023 se mantinha inédita, ganha agora uma bela edição pela Global Editora.

No livro, conhecemos um jovenzinho que vive na cidade de Santos, SP, e que, ao folhear um jornal bem antigo, se depara com a notícia da prisão de dois ladrões de joias que, ao serem pegos, jogaram o grande tesouro no mar. Esse protagonista, que tem o mesmo nome do autor, nem imaginava que iria ser peça fundamental para a resolução do crime das pedras preciosas muitos anos depois.

E, para celebrar a memória do autor, a Global Editora está organizando um evento em homenagem ao seu legado, no próximo dia 2 de dezembro, sábado, das 15h às 17h, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho, e contará com a presença de Beto e Cecília Furquim, filhos do autor, além do booktoker Tiago Valente (@otiagovalente), referência entre os influenciadores literários, que realizará a leitura dramatizada de parte de As joias desaparecidas.





“João Carlos Marinho foi o primeiro autor que li na vida, e a sensação única de desvendar o mistério de O gênio do crime pela primeira vez marcou minha vida e minha formação como leitor para sempre. Poder participar do lançamento de As joias desaparecidas é uma honra e uma experiência que o pequeno Tiago que se encantava com a sua primeira leitura (de muitas) jamais imaginaria viver!”, comenta Tiago, após receber o convite da editora para interpretar a obra do autor no evento.

João Carlos Marinho, falecido em 2019, é uma referência na literatura infantojuvenil brasileira, lembrado por muitas gerações, inclusive a atual, pelas famosas aventuras da turma do gordo. Dos treze livros da série, são destaque O gênio do crime, Berenice detetive e Sangue fresco.

O livro conta com belíssimas ilustrações de Mauricio Negro, que ilustrou diversas outras obras do autor, e, ainda, com notas de contextualização histórica e uma seção sobre a vida e a obra do autor, que é como uma viagem pela trajetória da construção de João Carlos como escritor e tudo o que o influenciou. Por último, esta edição reproduz na íntegra a versão original da história, escrita no caderno espiral pelo autor mirim.

As joias, que ficaram por tanto tempo guardadas em um caderno, são agora reveladas aos apaixonados pelas histórias de João Carlos Marinho. Esta primeira edição, da primeira obra do autor, e o seu lançamento, que ganhará uma dramatização de um dos maiores produtores de conteúdo literário da atualidade, também apaixonado pelo autor, são um presente aos fãs de João Carlos Marinho e aos estudiosos de suas obras, e podem inspirar crianças e jovens a se tornarem, também, grandes escritores, enriquecendo ainda mais o conjunto da obra do autor.


Sobre o autor 

João Carlos Marinho, como passou a assinar em sua vida adulta e pelo qual é lembrado até hoje, nasceu no Rio de Janeiro em 25 de setembro de 1935. Passou parte da infância em Santos, depois São Paulo e, então, na Suíça. De volta ao Brasil, fixou residência na capital paulista e se formou pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Exerceu a advocacia trabalhista em Guarulhos até 1987, ano em que voltou a morar em São Paulo e deixou a profissão, passando a viver exclusivamente de direitos autorais.

Em 1969, quando ainda advogava, publicou o livro O Gênio do Crime, que se tornou um clássico da literatura infantil brasileira, superando a marca das 70 edições. Dali em diante, foram surgindo os outros livros da “Turma do Gordo”, totalizando um conjunto de 13 títulos.

Pelo livro Sangue Fresco, o autor recebeu o Prêmio Jabuti e o Grande Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). O livro Berenice Detetive foi agraciado com o Prêmio Mercedes-Benz, um dos mais importantes destinados a obras infantojuvenis no Brasil.


Sobre o evento:

Lançamento do livro As joias desaparecidas, de João Carlos Marinho Silva (Global Editora)

Data: 2 de dezembro, sábado

Horário: das 15h às 17h

Local: Livraria da Vila – Fradique

Endereço: Rua Fradique Coutinho, 915 – Pinheiros – São Paulo / SP

 

Presenças confirmadas:

Tiago Valente (Influenciador literário e que fará a dramatização de parte da obra); Beto Furquim (compositor, poeta, editor e filho do autor); Cecília Furquim (pesquisadora em Literatura, escritora e filha do autor).

 

Ficha técnica do livro:

Livro: As joias desaparecidas

Autor: João Carlos Marinho Silva

Ilustrador: Mauricio Negro

Editora: Global Editora

ISBN: 978-65-5612-453-7

Páginas: 144

Preço de capa: R$ 65,00


Confira no site maiores informações

Elizandra Souza lança o livro de contos Filha do Fogo pela Global Editora

 


A autora e ativista cultural estará no dia 19 de novembro, das 15h às 18h, na Livraria Martins Fontes Paulista para o lançamento de seu novo livro de contos, onde apresenta ao leitor suas principais bandeiras: a cultura periférica e a Literatura Negra Feminina por meio de breves e sensíveis histórias ficcionais.

Em Filha do fogo – 12 contos de amor e cura, Elizandra traz uma incursão em episódios incomuns protagonizados em sua maioria por vozes femininas negras, como a sua. Mulheres que manifestam os desafios, as decepções e as conquistas que permeiam o percurso daquelas que afrontam os códigos consolidados na sociedade atual. Uma sociedade ainda tão hierarquizada que permanece se recusando a enxergar a viabilidade de modos de viver mais libertários, igualitários e humanos nas relações cotidianas.

Não é à toa, portanto, que no prefácio a este livro a escritora Dinha (De Passagem Mas Não a Passeio) registra que a autora “areja a literatura brasileira trazendo vestígios de memórias afetivas de uma população que só recentemente passou a figurar nas obras literárias como sujeitos completos.”



Afinal, narrar é um fenômeno transformador. Seja para aquele que toma para si o desafio de conceber suas histórias, como para aquele que as recebe, o universo de vivências que compõe uma narrativa deixa marcas que ficam para sempre. Pode-se dizer, sem sombra de dúvidas, que os contos integrantes deste livro de Elizandra Souza possuem este traço singular das narrativas construídas com intensidade. É possível intuir os significados delas para o processo de autoconhecimento da autora como indiciar os impactos que elas terão nas vidas de quem se dedicar a nelas mergulhar.

O livro traz ainda um texto de quarta capa assinado por Sérgio Vaz. O poeta assim apresenta Elizandra:

“Tive a oportunidade de conhecer a Elizandra Souza, menina pretinha, como se intitulava, distribuindo suas poesias nos fanzines, lá pelos idos dos anos 2000 no Sarau da Cooperifa. Já era nítido que seria essa escritora dos contos de Filha do fogo entre outros que já escreveu e que com certeza escreverá. Faz da sua escrita uma flor que ora nos presenteia com seu aroma, ora perfura com espinhos que afetam nossas almas convocando para a primavera”.


Sobre a autora:


Elizandra Souza é escritora, poeta, editora, jornalista e técnica em Comunicação Visual. Nasceu em São Paulo e passou a infância em Nova Soure (BA). Há 22 anos é ativista cultural, com ênfase na difusão do jornalismo cultural da periferia e da Literatura Negra Feminina. Integrante do Sarau das Pretas desde 2016. É autora dos livros: Quem pode acalmar esse redemoinho de ser mulher preta (2021), Águas da Cabaça (2012) e Punga, de coautoria de Akins Kintê (2007). Editora dos livros do Coletivo Mjiba: Pretextos de Mulheres Negras (2013), Terra Fértil (2014) e Literatura Negra Feminina – Poemas de Sobre (Vivência) (2021). Coorganizadora de Narrativas Pretas – Antologia Poética do Sarau das Pretas (2020), Publica, Preta! – Manual de Publicação Independente (2022) e Orikis – Sarau das Pretas (2023).




SERVIÇO:

Evento: Lançamento e tarde de autógrafos do livro Filha do Fogo, de Elizandra Souza

Data: 19 de novembro de 2023

Horário: Das 15h às 18h

Local: Martins Fontes Paulista (Avenida Paulista, 509 - São Paulo - SP - CEP 01311-910)

Resenha 114# DJ - Amores Eletrônicos - Toni Brandão

 


AutorToni Brandão
Editora: Global
Número de Páginas: 304
Ano de publicação: 2022

Nota: 


Sinopse:

Apesar de ser uma discussão que ganhou força recentemente, o conceito de metaverso existe desde de 1980. Basicamente, esse universo é uma realidade aumentada onde as pessoas interagem entre em si em um mundo virtual, sempre por meio de avatares, simulando as interações humanas e as conexões que criamos como consequências delas. Na cultura pop no geral, isso já foi retratado em obras como Tron, Jogador No 1 (dirigido e adaptado por Steven Spielberg) e por uma das sagas mais famosas de todos os tempos, Matrix. O debate ressurgiu com força recentemente não apenas porque vivemos na era das redes sociais, mas também porque a pandemia da COVID-19 potencializou a necessidade por escapismo e uma realidade diferente. O DJ - Amores Eletrônicos, do autor Toni Brandão, entende muito bem esse sentimento, misturando uma história que fala sobre temas complexos e ao mesmo tempo explora o tão famoso metaverso.

Além de ser um escritor multimídia, já tendo participado também de roteiros e outros projetos, Toni Brandão é um autor conhecido por livros para um público mais jovem, pré-adolescente. Sempre apto para falar de sentimentos de forma leve e divertida, O DJ leva sua narrativa para um lado distinto, mais jovem adulto, com personagens que carregam dilemas mais fortes e sentimentos que variam e passam pela sexualidade, luto, solidão e medos.

Contada por diversos pontos de vista, o principal deles é de Amy, que começa a história em uma balada. Disposta a aproveitar o ambiente que está, ela dança conforme a música e acaba se interessando por Jon. Quando as coisas começam a tomar um rumo inesperado, no entanto, Amy tem que entender exatamente onde ela está e porque está ali.




Resenha: 

Começo primeiro dizendo que esse livro explodiu minha cabeça 
Apesar de ser um livro grande, com um pouco mais de 300 páginas, a escrita do Toni Brandão é muito fluída, tornando a leitura do livro bem rápida.  
A diagramação está linda, eu adorei todos os detalhes utilizados e foram essenciais para que possamos entender e saber diferenciar melhor o que ocorria nos 2 "mundos". 
O livro é extremamente completo, que abordam diversos temas em alta relacionados a tecnologia.
Há 2 linhas do tempo, que tentei entender como ocorriam simultaneamente.

"O tempo é uma invenção da máquina de criar consumidores, já dizia o poeta."

Se esse livro fosse escrito a 10 anos atrás eu acharia muito ficção cientifica, porém depois da pandemia, a tecnologia se expandiu de uma forma tão grandiosa, que, essa poderia ser uma realidade comum daqui uns anos. Para quem gosta da série Black Mirror, vai adorar esse livro. 



A avanço tecnológico é algo que faz parte de todo o livro do Toni, com a criação do Metaverso, foi a primeira coisa que pensei quando comecei a ler sobre a balada, porém diversos mistérios rodeiam 
O livro alterna entre o mundo real e o mundo virtal (a balada), uma mistura fascinante entre os 2 mundos e a comunicação com esse metaverso. 
Cada personagem foi criado de uma maneira bem complexa e até parecem reais com suas características

"É difícil falar sobre ética no mundo líquido digital, onde incitar o ódio e a polarização é a tônica de quase todos os movimentos"
 


O livro se passa no período pandemico, temos diversas referencia a este período. 
Temos a Ana como protagonista, que ficou famosa na internet após denunciar o pai por crimes financeiros, porém ela não estava pronta para lidar com a fama que essa exposição trouxe para ela e para as pessoas a sua volta. Eu confesso que gostei mais da Ana na balada, no mundo real ela tinha certas atitudes irritantes.
Temos um Jon, um cara que ama esportes, seu cachorro e tem um projeto social incrível e inspirador, ele possui 2 mães e se sente sufocado por sua namorada. E diversos outros personagens com histórias magnificas. 

Ana fica instigada, aquele é um lugar onde foi possível conhecer diversas pessoas de diferentes nacionalidades. Depois de um tempo, coisas estranhas começam a acontecer e ela tenta buscar uma forma de sair daquele lugar.A balada é um mundo magnifico, onde não da nem vontade de sair, mas as pessoas ali, realmente não conseguem sair desse universo criado, todas estão mortos-vivos. Menos Ana, e é aí onde o maior mistério se encontra e um dos maiores PLOT'S que ja li, achei fascinante. 
A identidade do DJ permanece em mistério, seria ele o criador daquele mundo ou até mesmo um deus? 


"Todas as conexões virtuais têm essa premissa: aprisionar"

A leitura é bem leve, cheia de suspense e mistério. Eu fiquei encabulada tentando descobrir o que acontecia e tentando desvendar os mistérios. As metáforas usadas no texto foram magnificas, principalmente para quem ama tecnologia. 

Estou doida para ler a continuação dessa história. 

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Kleyde Azevedo. Canceriana, 25 anos, Baiana, Escritora, 5 livros publicados, Engenheira Eletricista e pós graduanda em energias renovavéis. Apaixonada por Harry Potter, livros, séries, chocolates, cheiro de chuva, culinária e viagens. Fotógrafa amadora e atriz nas horas vagas. Não começa o dia sem uma xícara de café nem termina sem uma de chá.

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