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Conto do Livro Excertos de Livros que nunca li - Carlos Badia | BEDA#4

 


Sempre que leio algum livro de conto/crônica, sempre trago o conto que mais gostei para compartilhar com vocês, e este, apesar de curto, me marcou bastante. 


CUIDADOS 

Conheci muita gente que, para garantir uma velhice tranquila,

teve uma juventude e uma vida adulta de merda. 


Mas cuidado... Vi muito o contrário acontecer também.

A vida é uma Arte de equilíbrio 


E aí, você já leu o livro? Gostou? 




Conto: Pai e Filha - Livro Paulistana - Regina Dias


Esse foi um dos contos que mais gostei deste livro, por essa razão trouxe um post exclusivo somente para o conto  Pai e Filha. 


Um olho no sujeito do caixa, 

mão desliza puxando um livro 

que cai na bolsa grande 

Os pequeno, os vermelhos, pungentes, 

inacessíveis, 

os ainda não subtraídos pelo regime.

O método o encontra, o poder o encontra e,

ameaçado pelo fogo no quintal, 

o pai repreende

faz pensar nas prisões da ditadura.

No fundo, ele tem orgulho.

Foi perseguido e sabe o custo.

Talvez o roubado conte a história  

para essa filha marginal.

Leva-o então, para sua cabeceira

com a ordem restrita de não sair dela.

E lê.

Me permita o download,

senhor livro de qualquer pátria, PDF integro

e inerte na bolho de consumo 

na deep web,

no embrulho do estômago

no embrulho da mochila transversa 

e na rede cercada de olho e ouvidos.

Invasores.

Invado para contrabalancear

o estômago fraco 

Que distribui verbo, vômito, coragem

Suor nos dedos da ladra 

mais tantos líquidos viscoso.

Roubar, roubar. Identidade 

daquele que, do livro,

quer o drescor das páginas 

inusadas.



Conto: Se for para ir embora, que vá de uma vez - Carla Azevedo | BEDA#25


Ouço sons de batidas na porta, ao abri-la me deparo com meu passado, ou melhor dizendo com o nosso passado... Porém sua roupagem esta diferente, carrega um sorriso singelo e sincero no rosto e nas mãos trás delicadas rosas brancas, sem exitar abro a porta e o deixo entrar, "Senti sua falta...", ele diz olhando no fundo dos meus olhos, a felicidade cresce instantaneamente dentro do meu peito, borboletas inundam meu estomago como da ultima vez, a paixão toma conta do meu ser... Nós amamos como da ultima vez, e naquele momento, realmente achei que aquele seria o nosso "felizes para sempre". 

Ao passar dos dias, semanas ou ate mesmo meses, as brigas e discursões voltam, elas sempre voltam... E me fazem lembrar o motivo pelo qual o "nos" ficou no passado. Infelizmente as brigas, discursões, ciúmes e o amor exacerbado enfraqueceu a ligação que tínhamos, e que uma dia, pensamos que seria única. Agora nessa noite de sábado tateio a cama a sua procura... Nada... Seu lado da cama esta como a alguns meses atras, vazio, frio... Tento te ligar, mandar um sms, uma mensagem, uma carta ou ate mesmo sinal de fumaça e nada de você voltar pra mim... Meu amor... Você me deixou novamente como prometeu jamais fazer, tento juntar os pedaços do meu coração enquanto lagrimas caem sobre o piso, uma sensação de dejavu me inunda novamente, preciso recolher meus cacos e levantar a cabeça. Sabe o quanto isso me machucou? Estou cansada.. Não tenho mais forças para continuar nessa brincadeira de vai e volta. Por favor se for para ir embora, não fique voltando; consigo me recompor uma, duas ou ate mesmo três vezes. Mas sinto que não iria conseguir mais que isso...

Ouço sons de batidas na porta, ao abri-la me deparo com meu passado, ou melhor dizendo, nosso passado. Seu rosto esbanja um sorriso fajuto que  vi diversas vezes, nas vezes que me magoava, que me traia, e pedia perdão. e mesmo sabendo que iria sofrer novamente para juntar todos os meus cacos eu te convidei a entrar...



Falando Abobrinhas - Sampaio

 


Oie meus leitores, como estão? 

Logo sairá aqui no blog, a resenha do livro Mirabel, do autor e ilustrador Sampaio, mas enquanto não sai, decidir trazer, aqui para vocês o meu conto preferido e um dos mais mais me identifiquei. 


Falando Abobrinhas 


O sonho de todo mundo é encontrar alguém que o complete. Mais que isso: as pessoas querem alguém que se complete sexualmente, nos gostos pessoais, em todos os sentidos, e até mesmo quando o assunto é culinária. Muitos casamentos acabaram com quiabos, sagus e beringelas! 

Acredite: já ouvi falar que uma inocente beringela tem o poder de separar algumas pessoas... Essa introdução toda é para te contar a história de Martha e Luís Otávio. 

Eles já estavam casados havia pelo menos quinze anos. Eram meus vizinhos de apartamento. Martha adorava cozinhar, e nós últimos tempos andava pensando em virar vegetariana. E de preferência levar o Luís junto - mesmo que ele oferecesse resistência, ela sempre conseguia dar um jeitinho e colocar nas suas receitas uns brócolis, um quiabo, uma beringela... E, claro, abobrinha! Abobrinha branca, abobrinha italiana, abobrinha abobrinhas... Martha fazia mil variações para o Luís, por que ele sempre comia tudo. 

Dias atrás, na feira, encontrei Martha, e ela estava com uma cara meio triste. Eu a cumprimentei, trocamos algumas palavras, e na hora de me despedir mandei um abraço ao Luís. Foi quando ela me disse: 

- Ele saiu de casa. 

- Nossa! Que chato! Aconteceu alguma coisa?

- Abobrinhas! Ele odeia abobrinhas. 

Confesso que aquilo me interessou e tentei saber mais detalhes. Como alguém se separa por um motivo desses? 

- Então... Nós estávamos fazendo compras no mercado, era a "quarta-feira da fruta" e ao parar na frente da banca de abobrinhas, eu o chamo, quase gritando: 

"Amo, olha! Abobrinha por 79 centavos"

E ele disse?

"Eu odeio abobrinha."

- Assim, desse jeito, na lata! "Eu odeio abobrinha!" Você faz ideia de como eu me senti? Eu fazia abobrinhas para ele desde sei lá quando: era lasanha, ao forno, gratinada, frita, assada, cozida, o cacete a quarto! E ele vem, do nada e diz que odeia abobrinha! Aquilo foi a gota d'água. Eu também odeio, e esses anos todos eu comi abobrinha para agrada-lo.


Esse conto mexeu bastante comigo pois me vi descritas nessas páginas, não na situação de ser casada nem de abobrinhas, que eu também odeio, mas sim pelo fato de fazer algo para agradar alguém, sem notar que aquela pessoa nunca gostou de fazer aquilo, mas simplesmente fazia pois achava que era do meu agrado, isso mostra o quão a falta de dialogo faz falta nos relacionamento, o quão  falta de uma base de dialogo pode destruir um relacionamento sólido e promissor. 


E aí? gostaram? se identificaram em algum ponto do conto? Me contem aqui nos comentários. 

Nunca namore uma canceriana - Carla Azevedo


Esse texto poderia ser um daqueles contos em que eu poderia falar mal dos defeitos do meu signo e o quão você vai sofrer de decidir namorar uma mulher de câncer. Ou talvez esse texto seja realmente sobre isso, tudo depende do seu julgamento. Eu como canceriana nata, nesses meus 20 anos e vários relacionamentos digo com toda certeza, nunca namore uma canceriana, nunca namore uma canceriana a não ser que esteja preparado para noites de choros a fio, para gritos em momentos de tpm, para ligações no meio da madrugada por conta de um terrível pesadelo, para ciúmes exagerados por causa de um oi daquela amiga, por brigas de traições em seus sonhos, nunca namore uma canceriana a ser não ser esteja preparado para ser mimado, para demonstrações de amor em público, para grudes e beijos fofo (alguns ela mesma inventa), para ganhar presentes feitos e que carregam uma simbologia. 
Nunca namore uma canceriana a não ser que esteja preparado para amar e principalmente ser amado. Pois meu amigo, ela fará de tudo para te fazer o homem mais feliz do mundo. 

Você é sim Capaz - Carla Azevedo


Eu acabei de me formar no curso de engenharia, de 50 alunos na minha turma, apenas 8% era mulher. Cresci aprendendo sobre as diferenças entre homens e mulheres, principalmente no campo de trabalho. Sempre fui uma das melhores alunas da turma, a mais dedicada, meu tcc recebeu nota máxima, sendo admirada por membros do conselho docente. Mas agora tudo parecia se formar, meu curriculo era ótimo, mas por ser uma engenheira mulher, parecia que me rejeitavam so no olhar. Eu estava na 13° entrevista de emprego nessa semana, mas não exitei, sabia que era capaz, eu sempre soube. desde que pisei meus pés naquela univerdade, eu soube das limitações no campo de trabalho. eu sou sim capaz, assim como qualquer outro homem. Entrei calmamente na sala, sentei e respondi as perguntas do gerente com confiança e convicção. Dai de la decidida de que havia feito uma boa entrevista, mas depois das entrevistas anteriores eu não sabia mais de nada. Cheguei em casa cansada, tirei o salto alto e me joguei na cama, estava exausta e cansada. Ouvi o telefone tocar, minha vontade era de deixar ali tocando, mas aquele barulho me irritava, levantei e reconheci a voz por tras da linha, era o gerente do qual fui entrevistada hoje.
- Por favor senhora Barbara?
- quem fala é ela
-Boa tarde Barbara, tudo bom? estou ligando do projeto seletivo para a vaga de emprego para engenheira civil. Você foi contratara. Quero tambem parabeniza-la. Você vai muito bem.na segunda feira apareça aqui na empresa para falarmos dos detalhes
Desliguei o telefone e sorrir, você é sim capaz, basta se dedicar ao máximo naquilo que acredita, e nao deixar que as barreiras lhe impeçam.

Então é natal - Carla Azevedo


Então é natal, essa sempre foi minha época do ano favorita, não por que ganho presentes de quase toda a familia ou pelo fato de ter que abrir o ziper da calça depois da ceia. Mas sim pela aurea magica que essa época tras, tenho uma familia enorme, mas a maioria vive longe, e nessa época do ano todos se reunem em um mesmo lugar para celebrar. O natal devia ser somente o nascimento do menino Jesus, mas se tornou mais um era de capitalismo, onde pessoas se amontam em lojas e shopping em busca de um presente perfeito. Mas ja parou para pensar que essas coisas não passam de especulações e não são elas que realmente tornam essa época do ano mágica? Pois eu sim, e é por esse motivo que eu amo tanto essa época, pois sei que o verdadeiro sentindo não é ter uma ceia grande ou ganhar presentes, mas sim passar ao lado daqueles que ama. Então você ainda vai continuar com esse pensando esdrúxulo correndo para as lojas para comprar presente ou vai valorizar o que realmente importa? 

Projeto Escrevendo Sem Medo: Minha Estação do Ano Favorita



Sempre pensei que minha estação do ano favorita fosse o outono, sempre gostei de sentar em um parque e ver o chão coberto de diversos tons de amarelo, laranja e marrom, a leve brisa das tardes calmas... 
Mas hoje percebo que minha estação do ano favorita é o inverno, não pelo frio ou chuvas constante, mas por tê-lo conhecido, inverno é uma estação tão triste e monótoma, mas você tornou aqueles dias de Junho mais felizes. 
Era uma noite chuvosa quando te vi passar pela primeira vez, fiquei te admirando ao longe rindo, por você não ter me reconhecido. Ainda lembro de todos os detalhes daquela noite, do beijo roubado, dos abraços no ar, do seu sorriso. 
Ai. Como guardo com tanto carinho aquele dia. Foi algo tão natural, naquele primeiro beijo senti que ja havia o conhecido de outras vidas, quem sabe isso não era mesmo verdade? Duas almas incompletas em busca do seu amor verdade. Parece clichê né? Mas é exatamente o que sinto. 
O que sinto todas as manhãs quando vejo uma mensagem de bom dia, o que sinto quanto te beijo, quando toco sua pele, quando somos um só na cama. 
Meu sentimento por ti só cresce, cresce cada vez mais com cada pequeno detalhe, com cada beijo, cada toque. 
Você entrou na minha vida assim de fininho, como uma folha voando ao vendo, e se instalou na minha vida assim como chuvas na madrugada de inverno, que a proposito são ótimas para deitar condigo debaixo da coberta e dormir abraçados.
Eu fico me lembrando daquele dia 25, as vezes paro e lembro de cada detalhe, fico sorrindo feito boba, e sabe por que? porque aquele foi um dos dias mais felizes da minha vida. 
E se me perguntarem qual minha estação do ano favorita, responderei inverno, pois foi quando conheci o amor da minha vida.


Resenha: Conto O Arquipélado dos Morangos - Roberto Camilotti


O autor Roberto Camilotti nasceu em 1986. É blogueiro e escritor. Mantem o blog robertocamilotti onde posta seus contos e textos. 
Publicou o livro A Menina de Cabrovo pela editora Multifoco 
para comprar o livro clique aqui 

E se quiser ler o conto completo so clicar neste link  

Não gostei muito do começo do conto, o inicio nao consegue atrair o leitor, mas com o decorrer da historia, a curiosidade te prende totalmente. 
No começo eu me vi nos meus tempos de criança, quando saia para explorar a mata com meus amigos, adorei isso no texto, ele nos fez voltar aos nosso tempos juvenis. 
quando voce chega no climax, quando o jose ouve sua mae e uma amiga conversando sobre um assassino presente na ilha, jose e seus amigos vão atras dele afim de ganhar fama, dinheiro e serem conhecidos como heroi, entretanto a busca não da em nada, eles procuram por todos os lugares porem nenhuma pista do tal assassino. ate que encontram um cara no porto, que por dedução acham que ele é um pirata. achei bem engraçado e fofa essa parte, pois o autor brinca com a inocencia das crianças. O"pirata" convence as crianças a irem para uma ilha em busca do tal assassino, la elas veem mais corpos e descobrem que o assassino esta na ilha. eles os levam ate uma pequena casinha e pedem para que esperem a sua volta. Jose como é um menino muito curioso, vai ate os comodos da casa para investigar, ate que acha seu pai amarrado a uma cadeira e com aparencia medonha. o pai pede ao garoto para sair depressa dali, mas quando Jose vira-se ve o "pirata" e os novos "morangos" 

quando voce chega no final voce descobre o por que do titulo. eu adorei o conto, me senti presa em cada palavra, senti o medo dos meninos e adorei o climax. Acredito que o unico erro do autor foi em relação ao assassino, se o Roberto tivesse explicado por que o motivo dos assassinatos a historia se tornaria mais coesa. Tirando isso adorei. 

E vocês gostaram da resenha? que tal passar la no blog do Roberto e ler o conto completo? 
alem desde tem diversos outros, cada uma mais maravilhoso que o outro. 
Kleyde Azevedo. Canceriana, 25 anos, Baiana, Escritora, 5 livros publicados, Engenheira Eletricista e pós graduanda em energias renovavéis. Apaixonada por Harry Potter, livros, séries, chocolates, cheiro de chuva, culinária e viagens. Fotógrafa amadora e atriz nas horas vagas. Não começa o dia sem uma xícara de café nem termina sem uma de chá.

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