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Entrevista com a Autora - Joseli Medeiros

 



Olá meus leitores, como estão? 

Fiquei bem contente com essa parceria, a Joseli tem uma escrita magnifica, me envolvi em cada uma das suas palavras e me tocou bastante, por essa razão a convidei para dar uma entrevista para o Blog, vem comigo conhecer um pouco sobre a autora. 


Dose de Poesia: Comente um pouco como foi o seu despertar para a escrita. Em qual momento você passou a se intitular escritora?

Joseli: Bom eu sempre trabalhei em dois turnos, então o tempo está escasso, mas estava sempre lendo e pensando em histórias, mas aí um dos meus trabalhos se tornou mais fácil eu fui trabalhar no caixa do restaurante, então eu aproveitei o tempo sentada para escrever meu primeiro livro.


Dose de Poesia: Como foi o seu desenvolvimento criativo de uma obra que aborda um tema tão pesado?

Joseli: Na minha família tenho alguns casos, Então a minha revolta já estava gritando dentro de mim para que eu colocasse algo desse tipo no mundo. E sei que fiz o certo pois hoje pessoas da minha família que não leem, estão lendo o meu livro.


Dose de Poesia: Você em algum momento da obra, utilizou como inspiração algum momento da sua vida? E por que quis escrever sobre esse tema?

Joseli: A inspiração foi casos na minha família, e a mãe da história é totalmente o avesso da minha, a minha mataria por mim. Mas é uma das personagens que mais existe, as mães ociosas que preferem fechar os olhos do que encarar a realidade.


Dose de Poesia: Na vida real, o estupro de vulnerável acontece muitas vezes dentro da prórpria casa, por medo de revelar a verdade para a mãe ou os pais, e ser julgada culpada, a criança suporta viver passando por situações assim. Onde e o que poderia ser feito referente a isso, na sua opinião?

Joseli: Eu acredito que informação é tudo, e os pais precisam entender que a crianças aprende as coisas muito fácil, então a solução é mais simples do que imaginamos, os pais precisam ensinar as crianças sobre seus corpos, nada infantilizado, e claro mostrar que ela pode contar com eles que eles são fonte de apoio, eles precisam saber que eles têm para onde recorrer. E precisam aprender o que é certo e o que é errado um adulto fazer. Crianças não pediram para nascer então é obrigação dos pais cuidar e proteger.


Dose de Poesia: O que você mais gosta de escrever?

Joseli: Eu ainda não tenho um tema ou gênero preferido, como na leitura eu sou eclética, eu quero escrever sobre tudo, tanto que escrevi uma não ficção, agora em janeiro lanço um livro de poesias, e o outro lançamento é um suspense. Rs gosto de contar histórias, e eu tenho uma infinidade delas para contar das mais variadas.


Dose de Poesia:  O autor sempre tem uma obra favorita, qual a sua de sua autoria?

Joseli: Então eu adoro vidas roubadas por conta de sua importância para a sociedade, e o impacto que ele vem causando, mas meu xodó é meu próximo lançamento que é “ Enquanto eu respirar” um livro de poesias que é sobre mim, o mais íntimo que eu consegui escrever.


Dose de Poesia: Pretende lançar novos projetos literários?

Joseli: Sim meu próximo lançamento vem agora em janeiro, publicação independente, meus planos para 2023 são 3 lançamentos. Um independente em janeiro, o outro em março que irei publicar pela flyve mesma editora do livro Vidas Roubados. E um terceiro que quero lançar para concorrer ao prêmio kindle. Esses são os planos. Rs


Dose de Poesia: Como se sentiu ao publicar o livro pela Flyve?

Joseli: Foi uma experiência incrível, eles são acolhedores e os livros são perfeitos. Sou fã deles como leitora a já um tempo, e agora fã como autora.


Dose de Poesia: Qual mensagem você deseja passar para seus leitores/futuros leitores?

Joseli: Primeiro eu quero agradecer por todo o acolhimento, e segundo é que a leitura é a melhor terapia que podemos ter, e que com a leitura podemos melhorar o mundo e nossa existência. Parece pouco mas faz a diferença.

Entrevista com a Autora - Luiza Graziela Santos

 


No ano passado, através da Editora Inverso, conheci a Luiza Graziela Santos, uma autora que logo roubou meu coração, Através Da Dor foi uma das leituras preferidas de 2022 e um dos livros preferidos da vida. 

Por essa razão, convidei a autora Luiza para dar uma entrevista para o Blog. 

Vem comigo conhecer um pouquinho mais sobre a autora. 




Dose de Poesia: Comente um pouco como foi o seu despertar para a escrita. Em qual momento você passou a se intitular escritora?

Luiza: Tudo começou com o desejo de ter um livro infantil meu, na minha atuação como psicóloga infantojuvenil sempre gostei de usar os livros como ferramentas de auxílio e ter um com meu nome era um sonho.


Dose de Poesia: Como foi o seu desenvolvimento criativo de uma obra que aborda diversos temas tão pesados, vistos como tabus pela nossa sociedade?

Luiza: Confesso que foi intenso, comecei com os temas bem brutos e fui lapidando, mas a ideia era de fato falar de forma real sobre os temas, vejo que muitas vezes a literatura romantiza ou negligência esses temas, por isso quis falar sobre como de fato é, como vejo dentro da clínica com meus pacientes.


Dose de Poesia: Você em algum momento da obra, utilizou como inspiração algum momento da sua vida? Já sofreu algum dos traumas vividos pela Amber? 

Luiza: Diferente de Sombra e Névoa, Através da Dor é mais baseado nas minhas vivências profissionais, os traumas e os problemas que Amber enfrenta no decorrer da história são um mix dos das vivências dentro da clínica.


Dose de Poesia: Na vida real, vemos muitas vezes histórias iguais as da Amber vividas por muitas meninas diferentes, drogas, estupro, traumas familiares, qual seria sua mensagem para elas?

Luiza: Que existe uma saída. Com a ajuda certa é possível passar por momentos difíceis e todos os nossos traumas e nossas dores podem ser ressignificadas se olharmos para elas. Procurar ajuda psicológica é sempre o melhor caminho.


Dose de Poesia: O que você mais gosta de escrever?

Luiza: Não tenho uma preferência, vai muito do momento que estou vivendo, mas uma coisa é certa: você sempre vai encontrar temas difíceis e de saúde mental nas minhas obras, mesmo nos infantis.


Dose de Poesia:  O autor sempre tem uma obra favorita, qual a sua de sua autoria?

Luiza: Sou apaixonada por tudo que já escrevi até hoje, mas sem dúvida Sombra e Névoa tem todo o meu coração, pois é como reescrever vários aspectos da minha própria vida, mas com elementos da fantasia.


Dose de Poesia: Pretende lançar novos projetos literários?

Luiza: Sim, agora em 2023 pretendo lançar O Retorno da Feiticeira que é a continuação de Sombra e Névoa, e mais dois projetos: uma fantasia e um suspense. Vamos cruzar os dedos para dar tudo certo kkkk.


Dose de Poesia: Qual mensagem você deseja passar para seus leitores/futuros leitores?

Luiza: Tudo é possível quando acreditamos, e as pedras no caminho são apenas mais um capítulo da nossa história, e somos nós quem decidimos quantas páginas esse capítulo terá.



Gostou? Já conhecia a autora? 

Entrevista com a Autora Isabelle Neves - Coleção Lauréis


Minibiografia: Isabelle Neves nasceu em Salvador (BA) e passou grande parte da vida no interior baiano. Em busca de seus objetivos, já morou no Rio de Janeiro e em Campinas. Graduanda de Engenharia Mecânica, é amante das ciências, palavras, música e jogos de xadrez.


Dose de Poesia: Comente um pouco como foi o seu despertar para a escrita. Em qual momento você passou a se intitular escritora?

Isabelle: Intitular-me escritora sempre foi um desafio. A autocrítica sempre esteve muito presente em meu processo criativo e, por essa razão, costumava afastar a ideia de que eu era, de fato, uma escritora. Dei meus primeiros passos na escrita aos seis anos, em um manuscrito com gravuras recortadas de livros e de revistas, o qual carinhosamente chamei de “Os cantores da fazenda”, uma história de realização de sonhos inspirada em “Os Saltimbancos”, do Chico Buarque.

A partir de então, apaixonada pela ficção e pelo mundo da fantasia, assídua leitora, encontrei no papel e nas palavras o meu momento de diversão plena, em que poderia transcrever sonhos, pesadelos e utopias. Aos doze anos, dei início à escrita de uma saga fantástica denominada “Anjos da Escuridão”, com imensa vontade de publicá-la, mas sem sucesso.

Assim, imergi em um bloqueio criativo no tange a histórias longas e, por essa razão, iniciei uma aventura pelo mundo – até então desconhecido – dos contos. Creio que minha percepção de que eu estava me tornando, de fato, uma escritora veio nesta época: aos quinze anos, fui selecionada para participar da antologia “Estranha BAHIA” da EX! Editora, em que escrevi um conto sobre o sertão da Bahia – meu lar – e sobre a Guerra de Canudos, denominado “Canudos XXI”. Assim, ao ver minha foto impressa em um papel amarelado, a sensação foi inigualável: imaginei outras pessoas segurando aquele livro e passando aquelas páginas com dedos assíduos, interessados e ansiosos pelo desfecho daquele suspense. Senti-me capaz de alcançar muito além do meu círculo social por meio de minhas ideias, vivências e valores – senti-me escritora.

Sob essa óptica, minha predileção por contos apenas aumentou e, no ano seguinte, participei da antologia “Noites Obscuras” da EX! Editora, desta vez com um conto de terror. “Molduras” foi uma experiência única, meu primeiro contato com uma narrativa em primeira pessoa, com temática sobre um assassino em série e um toque de gore.

Hoje, luto contra aquele bloqueio criativo após “Anjos da Escuridão” por meio da escrita de um romance histórico, cuja história remete à época da Ditadura Militar no Brasil, com efeito em problemáticas como violência doméstica, misoginia, racismo e desigualdade socioeconômica. “Canção de Morte de Lorenzo” é o resultado de uma escritora em construção e de uma mulher em constante desconstrução.

Por fim, para contemplar de forma ainda mais completa meu desenvolvimento, tenho a imensa felicidade de me aventurar, mais uma vez, por novas formas de escrita com a coletânea “Luas de Júpiter”, da Editora Scortecci. Inspirada em poetas e poetisas brasileiras, escrevi poemas que a caneta quase não quis escrever – por serem tão

íntimos a ponto de tornarem translúcido um pedaço de mim. Mas, afinal, que é a escrita senão desnudar-se de vergonhas e pré-conceitos? Que eu consiga, então, que estes versos cheguem aos leitores como um espelho para a alma e um acalento para o coração.


Dose de Poesia: Qual seu livro preferido? E qual livro você acha essencial para quem deseja ser escritor?

Isabelle: Escolher um livro preferido é uma das tarefas mais difíceis com as quais já me deparei. Isso porque tantas histórias nos acompanham ao longo de nossas vidas, momentos distintos que necessitam de afagos diferentes, mundos dos quais desejamos fazer parte quando o real já não é suficiente para nossa mente sonhadora. Entretanto, quando começamos a nos aventurar pelos labirintos misteriosos da literatura, alguns livros nos marcam pelo simples fato de representarem nossa iniciação naquele mundo. Para mim, este livro foi “Stardust – O Mistério da Estrela”, de Neil Gaiman. Um livro infanto-juvenil, mas repleto de reflexões profundas em meio à magia da história.

Neil Gaiman é, sem dúvidas, um dos meus escritores preferidos. Impressiono-me sempre com a habilidade dele em transformar assuntos muito delicados em uma história de fantasia para jovens, com leveza e humor nas palavras. Em seu livro “Coisas Frágeis”, reside um dos trechos que mais tocam profundamente em meu coração, em que ele discorre sobre a peculiaridade da maioria das coisas que consideramos frágeis, mas, na verdade, apesar de não nos darmos conta, são muito fortes. “Até os sonhos, que são as coisas mais intangíveis e delicadas, podem se mostrar incrivelmente difíceis de matar”.

Entretanto, um livro essencial para o início do meu processo de amadurecimento como escritora foi “O Visconde Partido Ao Meio”, do escritor italiano Italo Calvino, em que o autor aborda, de forma sutil e fantástica, como podemos descobrir o melhor de nós mesmos. Se pudéssemos, então, sermos partidos ao meio, talvez possamos sair de nossa “ignorante inteireza” e acharmos uma parte de nós ainda mais profunda e preciosa.

Dito isso, esta é uma sugestão profundamente pessoal. Foi um livro do qual gostei muito e que me marcou de várias formas, entretanto, a trajetória de um autor não está condicionada a um único gênero ou um único livro lido. As diferentes experiências e vivências são ponto crucial para uma escrita original, para que a gente encontre nosso próprio jeito de expor nossas histórias.

Desse modo, o que posso dizer, por fim: Leiam. Leiam bastante sobre o gênero que querem escrever. Tenham boas referências desse gênero. Toda forma de literatura é válida!


Dose de Poesia: Como foi o seu desenvolvimento criativo para participar dessa obra?

Isabelle: Devo confessar que o convite para participar da Coleção Lauréis me pegou desprevenida. Embora eu tenha sido uma das selecionadas para o 2º Prêmio Literário AFEIGRAF 2020 com o poema “Corpo-poema”, a poesia nunca foi o principal gênero em minhas escritas. Meus versos sempre foram mais contidos, mais íntimos,

escondidos nas páginas de um caderno qualquer que ficava trancafiado em uma de minhas gavetas.

Entretanto, desde que assisti à Sociedade dos Poetas Mortos, no meu primeiro ano do Ensino Médio, apaixonei-me particularmente pelas possibilidades da escrita poética, desde a estrutura do texto até a escolha das palavras. Assim, aproveitando-me da paixão pela confluência das ciências exatas e das linguagens, encontrei meu espaço para utilizar conhecimentos da Física em minhas divagações intimistas – inspirada, em grande parte, pelo poeta brasileiro Augusto dos Anjos.

Dessa forma, o processo criativo para participar da Coleção Lauréis com tantos poemas inéditos foi, sem dúvidas, um desafio para mim. Estando há algum tempo sem rascunhar poemas – apenas crônicas –, enfrentei um período de bloqueio criativo, o qual foi superado a partir da leitura de poemas fora da minha zona de conforto, como os de Ana Cristina César e os de Hilda Hilst, em que me deparei com reflexões muito profundas acerca de temas mais pessoais e, na mesma medida, de causas sociais.

Nesse contexto, os poemas presentes na Coleção Lauréis são, em parte, frutos de um trabalho de ourives – muito pensados, sob forte autocrítica e muitas revisões – e, em parte, de uma inspiração arrebatadora. O caminho da escrita em si nunca é constante: às vezes, passamos por momentos de coragem insana, em que acreditamos ser capazes de pôr o que quisermos no papel de forma contínua, intensa e apaixonada. Às vezes, porém, deparamo-nos com nossos próprios demônios ao encarar uma folha em branco, intimidadora, e, não raro, temos vontade de desistir. A escrita, sobretudo, também é sobre superação. Acredito que isso descreva bem meu caminho neste desafio que foi participar da Coleção Lauréis.


Dose de Poesia: Quais são os desafios diários de ser escritora? (Como você lida com a procrastinação? Com medo de não corresponder às expectativas? Às vezes bate aquela sensação de insegurança, sensação de não ser bom o bastante? Como você vence os bloqueios criativos de modo geral?)

Isabelle: Acredito que a autocrítica é ingrediente constantemente presente na rotina de alguém que almeja escrever para um público. O receio de não corresponder às expectativas de possíveis leitores certamente é algo que me assombra com certa frequência. Afinal, ainda que nos mantenhamos fiéis a nosso estilo e a nossas vivências, não escrevemos apenas para nós mesmos. Também escrevemos para o outro e, em determinada medida, escrevemos para que o outro também se veja naquela obra, naquela prosa, naquele verso.

Assim, não é raro acontecer um bloqueio criativo – podendo durar meses. Costumo crer que tudo depende da somatória dos momentos que estamos vivendo e que, independente de não estarmos produzindo diretamente, é importante estarmos sempre em contato com a literatura. Conhecer gêneros diferentes, autores diferentes e, sobretudo, conversar com pessoas que vivem a mesma história – outros escritores. A troca de experiência é crucial para termos novas ideias de como ultrapassar momentos de dificuldade na escrita, para tirarmos dúvidas.


Dose de Poesia: Falando do texto em si, o que você mais gosta de escrever?

Isabelle: Eu amo escrever prosa, em especial crônicas, inspirada principalmente pelo “poeta das crônicas”, Rubem Braga, e pela inigualável Clarice Lispector. Meu inicial caminho com a fantasia deu lugar à predição por uma prosa um pouco mais intimista, tentando trazer à tona a coragem de ser vulnerável por meio das palavras. A começar pelo conto “Amiúde” – publicado na plataforma Wattpad, é um drama ambientado no Brasil nos anos 80 a partir da visão de uma mulher que sofre as consequências da misoginia escancarada –, comecei a utilizar mais elementos da realidade em minha escrita. Hoje, tenho imenso prazer em escrever crônicas com uma linguagem mais leve – quase uma conversa com o leitor – e com reflexões que sempre quis externar. Quando acendem aqueles vinte segundos de coragem, posto-as em minha página na plataforma Medium ou no meu perfil do Instagram (@contosdemarias).


Dose de Poesia: Como se sente sendo uma das integrantes da Coleção Lauréis?

Isabelle: Em muitos níveis, realizada e honrada. Conversando com os organizadores da coleção, soube que esta é a primeira edição em bastante tempo desde a idealização do projeto. Senti-me honrada por ter sido escolhida, entre tantos outros bons jovens autores, para um momento tão memorável na editora Scortecci. Ademais, é uma alegria inenarrável possuir o nome em um livro impresso, tão amplamente divulgado. É assustador e, ao mesmo tempo, acalentador saber que outras pessoas – talvez algumas que nem eu mesma conheça – podem se identificar com minha questões e meus sentimentos. É um prazer dividir este livro com o Marcos, o Leandro e a Alice, autores incríveis e muito criativos, e tenho a certeza de que todos trilharão um caminho brilhante na escrita.


Dose de Poesia: Pretende lançar novos projetos literários?

Isabelle: Escrever é um refúgio. Pretendo continuar colocando ideias no papel, independente do tipo textual. Entretanto, como um objetivo mais a longo prazo, pretendo lançar ao público o livro “Canção de Morte de Lorenzo” que, até então, tem reunido tudo o que aprendi nestes anos de prática da escrita. Por compreender que a minha arte não pode ser dissociada de uma manifestação política – especialmente por ser mulher nordestina em um país estruturalmente patriarcal –, “Canção de Morte de Lorenzo” é um grito de protesto e um espaço livre para aqueles que desejam, por meio da arte, questionar as estruturas da nossa sociedade.

Ademais, seguindo este desafio proposto pela Coleção Lauréis, quero continuar me aventurando por novos horizontes, quiçá publicar as crônicas que tanto tenho gostado de escrever.


Dose de Poesia: Como você vê o mercado editorial para os novos autores? Quais são os principais desafios para quem quer publicar?

Isabelle: Vejo o mercado editorial um pouco mais flexível hoje. Com o advento dos livros digitais e das diversas formas de divulgação por meio das redes sociais, mais escritores iniciantes têm a possibilidade de publicar um livro – ou, ao menos, fazer parte de um. Infelizmente, no Brasil, os custos da impressão de livros são

demasiadamente altos e, aliado a isso, devido à cultura de predileção a best-sellers internacionais, disponibilizamos pouco espaço para que escritos iniciantes possam despontar no cenário. Sob esse viés, o marketing aliado à venda dos livros era muito dificultado, muito porque a cultura de “não comprar livros físicos de nomes desconhecidos” era muito forte – dado o preço destes. Com o aumento de popularidade das plataformas digitais, o escritor iniciante possui um espaço um pouco mais confortável para disponibilizar seus livros a preços baixos (ou gratuitamente) a fim de que outras pessoas possam conhecer o trabalho. É claro que, em meio a tantos conteúdos publicados diariamente, precisamos ter perseverança para que a divulgação das obras alcance um bom público. Desse modo, eu vejo um caminho promissor para autores que estão começando a despontar no cenário, investindo na divulgação própria de suas obras e publicando por editoras independentes de forma física ou digital.

Parafraseando um cantor do meu sertão, Adelmário Coelho, toda caminhada começa com um primeiro passo. Assim, para os escritores que querem publicar pela primeira vez: arrisquem a publicação de forma independente e perseverem no compartilhamento da obra com outras pessoas. Todos começamos com poucos leitores, mas cada um deles é de extrema importância para nosso posterior crescimento.


Dose de Poesia: Qual mensagem você deseja passar para seus leitores/futuros leitores?

Isabelle: Quero mostrar o quanto a escrita pode ser libertadora. Acima de tudo, como nossas obras também podem ser um ato político. Como mulher nordestinas, cresci ouvindo que o sertanejo é, antes de tudo, um forte. Cresci amando o torrão adorado do meu sertão brasileiro e seus filhos varonis, orgulhando-me da resistência ferrenha daqueles que têm, cada um, um sol sob a cabeça. Cresci ao lado de uma das maiores comunidades indígenas ainda resistentes no Nordeste – a Terra Indígena Massacará –, entendendo sua luta para prosseguir afirmando sua cultura e garantindo terras suas por direito.

Nessas duas décadas de crescimento, a arte sempre me acompanhou. Acostumei-me a organizar as palavras no papel e, ainda que me utilizasse de artifícios metafóricos, nunca dissociei meu conteúdo artístico da crítica que trago comigo. “Amiúde” e “Canção de Morte de Lorenzo” são os maiores exemplos disto. Com eles, quero mostrar o quanto podemos berrar, mostrar a realidade do nosso povo – suas mazelas e suas alegrias – e exigir respeito desta pátria que maltrata e marginaliza seus filhos. Quero mostrar que, na literatura, reside bravura, amor e liberdade.

Por fim, desejo apenas que minhas palavras, de alguma forma, possam tocar no coração dos leitores de forma catártica. Que tenhamos aquela sinergia única e mágica por sermos ligados por nosso interesse em comum – a literatura


A obra já tem data de lançamento e será através de live durante a Semana Scortecci de Literatura (de 9 a 15 de agosto de 2021), evento que comemora o aniversário de 39 anos do grupo editorial.

 

No dia 13 de agosto, das 19h30 às 21h, será realizado o evento virtual, aberto ao público através da plataforma Zoom – ID 725.467.5353 

(Link: https://us02web.zoom.us/j/7254675353) com a presença dos autores e convidados especiais. 

Em breve, a obra Luas de Júpiter – Coleção Lauréis 2021 será comercializada na Livraria Asabeça (www.asabeca.com.br), principais e-commerces e marketing places do Brasil a partir de agosto de 2021. 


Eu amei conhecer um pouco mais sobre a Isabelle, amei demais as respostas e já anotei todas as sugestões de leituras.

Entrevista com o autor Marcos Nunes Loiola - Coleção Luaréis

 



Minibiografia: Marcos Nunes Loiola nasceu em Botuporã, interior da Bahia. É graduado em Direito pela Universidade Federal da Bahia. Apaixonado por literatura desde criança, aventura-se pela escrita desde 2019. Foi um dos vencedores do 2º Prêmio Literário AFEIGRAF 2020.


Oiê meus leitores, como estão? Eu fiquei bem contente com a Coleção Lauréis, principalmente por que 2 dos integrantes são autores baianos, eu não poderia deixar passar a oportunidade de entrevista-los, não é mesmo? 


Dose de Poesia: Comente um pouco como foi o seu despertar para a escrita. Em qual momento você passou a se intitular escritor?

Marcos: Na verdade, não me considero um escritor, ainda. Sou um leitor que se aventura pela escrita de vez em quando. Não escrevo regularmente, não tenho a escrita como atividade principal da minha vida, mas é uma área que me desperta muito interesse. Considero a leitura e a escrita como exercícios de libertação e isso tem ajudado a "me situar no mundo". É algo que gera prazer, que me leva ao caminho da realização. Sempre gostei de literatura, mas passei a esboçar meus primeiros escritos no final de 2019. Foi nessa época, também, que comecei a participar de seleções e concursos literários. Escrevi um miniconto de horror e enviei para um concurso. O texto foi selecionado e eu fiquei bastante contente. Foi o pontapé inicial para continuar acreditando na minha escrita.


Dose de Poesia:Qual seu livro preferido? E qual livro você acha essencial para quem deseja ser escritor?

Marcos: Tenho dificuldade em apontar um livro como favorito, mas posso citar alguns que me deixaram num estado de extrema admiração durante/após a leitura. São eles: Crônica da Casa Assassinada, de Lúcio Cardoso; A Hora dos Ruminantes, de José J. Veiga; Sombra de Reis Barbudos, também de José J. Veiga e Presença de Anita, de Mário Donato. Não acho que tenha um livro que possa ser considerado essencial para quem deseja ser escritor. O que posso afirmar é que ler, ler e ler cada vez mais é um exercício fundamental para quem deseja escrever.


Dose de Poesia:Como foi o seu desenvolvimento criativo para participar dessa obra?

Marcos: Fui pego de surpresa pela Coleção Lauréis. Numa tarde, recebi uma ligação do Eliaquim (da Editora Scortecci) me convidando para o projeto e eu achei que fosse trote. Logo em seguida, comecei a preparar os poemas para enviar. Tinha alguns prontos e depois fui escrevendo outros.


Dose de Poesia: Quais são os desafios diários de ser escritor? (Como você lida com a procrastinação? Com medo de não corresponder às expectativas? Às vezes bate aquela sensação de insegurança, sensação de não ser bom o bastante? Como você vence os bloqueios criativos de modo geral?)

Marcos: Bem, para mim, escrever é um trabalho difícil. É uma mistura de dor e prazer. O texto não sai sem prévia angústia, sem um sofrimento. Como disse anteriormente, não escrevo regularmente. Não tenho uma frequência de escrita, não há uma rotina e, por isso, não tenho problemas com procrastinação. Não me cobro para escrever. Eu me cobro mesmo para manter uma rotina de leitura. Sempre leio algo, nem que seja poemas avulsos na Internet. Quanto à sensação de insegurança, acredito que faz parte do processo, sobretudo para iniciantes, como eu. Sempre bate aquele medo de não corresponder às expectativas, medo das críticas, mas, no final das contas, não tem como evitar. Quem se aventura pela escrita tem que ter a consciência de que seus textos vão agradar a alguns e desagradar a outros. E está tudo bem.


Dose de Poesia: Falando do texto em si, o que você mais gosta de escrever?

Marcos: Comecei a minha aventura na escrita pelos contos. Não gostava muito de poesia porque não entendia muito bem a linguagem poética. Tinha certo preconceito. Até que num dia, decidi ler poesia com mais calma e fui fisgado. Hoje, prefiro a poesia.


Dose de Poesia: Como se sente sendo um dos integrantes da Coleção Lauréis?

Marcos: Conversando com o Eliaquim dia desses, ele me falou que a seleção foi bem difícil. Eles tinham vários nomes e foram cortando até chegar aos quatro nomes. Foi uma honra e uma surpresa ser escolhido. Estou muito feliz em fazer parte desse projeto com mais três jovens iniciantes na escrita.


Dose de Poesia: Pretende lançar novos projetos literários?

Marcos: Sim. Sonho em escrever livros. Tenho algumas ideias, mas elas estão só no plano das ideias mesmo. Precisam amadurecer e eu sei que isso demanda tempo e muita, muita paciência.


Dose de Poesia: Como você vê o mercado editorial para os novos autores? Quais são os principais desafios para quem quer publicar?

Marcos: Não tenho domínio sobre essa questão, mas é fato que o mercado editorial passa por uma crise. Recentemente, vimos muitas livrarias tradicionais fecharem as portas em alguns Estados. Por outro lado, existem canais na Internet onde os jovens escritores podem se lançar. A Amazon e o Wattpad são exemplos. Conheços algumas pessoas que vêm ganhando espaço e visibilidade nessas plataformas. Mas, no geral, viver de literatura no Brasil é complicado.


Dose de Poesia:Qual mensagem você deseja passar para seus leitores/futuros leitores?

Marcos: Gostaria de convidar a todos as pessoas que estão lendo essa entrevista a conhecer o livro Luas de Júpiter da Coleção Lauréis, um projeto da Editora Scortecci. Eu, Alice, Isabelle e Leandro ficaremos muito honrados. Um abraço a todos e obrigado ao Blog Dose de Poesia pela oportunidade.



A obra já tem data de lançamento e será através de live durante a Semana Scortecci de Literatura (de 9 a 15 de agosto de 2021), evento que comemora o aniversário de 39 anos do grupo editorial.

 

No dia 13 de agosto, das 19h30 às 21h, será realizado o evento virtual, aberto ao público através da plataforma Zoom – ID 725.467.5353 

(Link: https://us02web.zoom.us/j/7254675353) com a presença dos autores e convidados especiais. 

Em breve, a obra Luas de Júpiter – Coleção Lauréis 2021 será comercializada na Livraria Asabeça (www.asabeca.com.br), principais e-commerces e marketing places do Brasil a partir de agosto de 2021.



E aí? Gostou de conhecer um pouco mais sobre o Marcos? Eu estou ansiosa para este lançamento incrível. 

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Entrevista com Bárbara Martins Wieler - Autora do Livro Raíssa


Oie meus leitores, tudo bem com vocês? O post de hoje é bem especial, fiquei tão ansiosa e feliz em poder realizar esta entrevista, primeiramente eu sou grata a Editora Inverso, que proporciona esse contato direto com os autores, e depois agradecer de coração a Bárbara por aceitar meu convite, onde eu iria imaginar a 5 anos atrás que um dia eu poderia entrevistar a autora de um dos meus livros preferidos? 

Se você ainda não leu a resenha do livro Raíssa, corre lá e depois volta aqui, está bem? Resenha aqui 




Dose de Poesia: Você sempre sonhou em ser escritora?

Bárbara: Sempre! Aprendi a escrever com 3 anos, ensinada pelo meu avô Victor, então não lembro como era minha vida sem as palavras. Desde muito pequena, inventava histórias e personagens, criava livrinhos e pensava como seria mágico viver da minha imaginação. Em algum momento, passei a sentir vergonha desse sonho e comecei a silenciá-lo, embora não tenha deixado de escrever. Fiz Letras na faculdade, o que me manteve próxima desse universo. Foi há pouco tempo que tive coragem de confessar esse sonho, e só quando o admiti é que consegui vivê-lo


Dose de Poesia: Como foi o processo criativo do livro Raíssa?

Bárbara: Quem estuda sobre escrita sabe que não existe muito o mito de inspiração, que escrever é prática e dedicação, mas... com Raíssa, foi bem diferente. Eu sempre começava histórias mais longas e nunca conseguia finalizá-las. Mas a história da Raíssa parece que veio em um jorro, pronta, era só escrever. Tudo bem que é um livro curto, mas foi escrito praticamente em um fôlego, sem interrupções. “Raíssa” foi fruto de um arrebatamento! Era como se ela tivesse se apresentado para mim e sussurrado segredos de sua vida, e coube a mim apenas lapidar a linguagem. Doido isso, né?


Dose de Poesia: Você se baseou na sua personalidade, gostos e anseios para criar a personagem?

Bárbara: Somos bem diferentes, ela é mais maluquinha e destemida, tem uma sensualidade aguçada, no entanto, acho que a Raíssa conta sobre um universo feminino comum a muitas mulheres, como primeira menstruação, situações de assédio e coração dividido entre amores. Acho que foi uma inspiração em mulheres, no geral.


Dose de Poesia: Pretende lançar novos projetos literários?

Bárbara: Ano passado, ganhei um edital aqui do governo do Paraná para a publicação de “Manuela”, outro livro com uma protagonista feminina bem intensa. Em algum momento, há de ser lançado, hehehe. Tenho outro livro pronto, “Inseparáveis”, um romance que conta a história de 3 irmãs! Ainda não tive coragem de apresentá-lo para nenhuma editora, mas seria incrível se ele fosse publicado! <3


Dose de Poesia: Alguma vez você foi criticada por ter pensamentos iguais ao da personagem? Isso de certa forma serviu de bagagem para o livro?

Bárbara: Há uma sutil crítica a um comportamento do jovem adulto em “Raíssa”. Ela é uma universitária, sustentada pelo pai, não precisa trabalhar e leva uma vida confortável. Algumas atitudes dela são típicas da geração e a história registra tanto a acomodação quanto o egoísmo que esse cenário familiar pode gerar.


Dose de Poesia: Como se sentiu ao publicar o livro?

Bárbara: O dia do lançamento foi um dos mais felizes da minha vida! Eu podia flutuar! Como é bom realizar um sonho, né? O lançamento foi virtual, e mesmo assim, foi muito saboroso. Me lembro de ter pensado “Viva toda essa felicidade, porque você quis isso a vida inteira e não sabe se terá novamente!”. Foi lindo. Depois, aparece a ansiedade para ser lida e comentada, mas o momento em que a Editora aceita te publicar é um Ano Novo particular!


Dose de Poesia: Qual mensagem você deseja passar para seus leitores/futuros leitores?

Bárbara: “Raíssa” é um livro para despertar sensações. A história é repleta de sinestesias e brinca com nossos sentidos. Se você deseja uma experiência com cheiros, texturas e amores, leia “Raíssa”! E se você já leu, muito obrigada! Meu coração transborda quando sei que minhas palavras chegaram a alguém – é para isso que escrevo.


Minibiografia da autora: 

Nasci em 2/4/1986, em Curitiba, cidade em que vivo até hoje. Sou formada em Letras e em Comunicação, mestre em Literatura e faço doutorado em Linguística. Sou professora de redação, revisora de texto e produtora de conteúdo. A escrita é minha paixão e meu oxigênio. Escrevo contos, crônicas, poesia, histórias curtas e epopeias. "Raíssa" é meu primeiro livro, lançado pela Editora Inverso em 2020. 

Quem quiser me ler, pode encontrar meus textos no Ig @xaropedebaunilhaoficial e no blog xaropedebaunilha.wordpress.com 


Para conhecer mais sobre a autora acesse aqui 



Entrevista com a Georgia Kazazian Basmacilar - Autora de "Garota na Moda" | BEDA#10

 



oie meus leitores, tudo bem com vocês? Já fazia bastante tempo que não trazia post com entrevista para o blog e fiquei bastante contente pela Georgia aceitar conceder uma entrevista, eu adorei demais o livro dela, me deu uma bagagem enorme que eu estou aplicando para mudar meu estilo. 

Espero trazer mais posts com a Georgia para o blog, e quem sabe para o canal não é mesmo? 

Vamos lá para a entrevista? 


Dose de Poesia: Você sempre sonhou em ser escritora?  

Georgia:  Sim, sempre gostei de ser escritora de assuntos diversos. 


Dose de Poesia: Como foi o processo criativo do livro: Garota na Moda?  

Georgia: Foi feito para a mulher ter praticidade e conforto no seu dia-a-dia sem perder o estilo e a elegância. 


Dose de Poesia: Foi muito difícil para ti unir a moda com a literatura?

Georgia:  Não foi difícil, foi feito com muito amor e criatividade! 


Dose de Poesia: Pretende lançar novos projetos literários?

Georgia: Sim, pretendo lançar em breve e já tenho os materiais prontos, se alguém se interessar em me patrocinar, favor entrar em contato. 


Dose de Poesia: Você acredita que este livro pode mudar a opinião sobre moda das pessoas que conhecem pouco sobre o tema?  

Georgia:Esse livro pode ajudar sim. 


Dose de PoesiaAlguma vez você foi criticada pela maneira de vestir/se maquiar? Isso de certa forma serviu de bagagem para o livro? 

Georgia: Nunca fui criticada, pelo contrário muitas pessoas gostam do meu estilo. De certa forma me incentivou a lançar o meu livro. 


Dose de Poesia: Qual mensagem você deseja passar para seus leitores/futuros leitores? 

Georgia: A mensagem é que nem sempre gastar muito dinheiro para se vestir é sinal de estar bem vestido, o melhor é ter criatividade e conforto. Comentar sobre a página com dicas de moda Capricho Bijuterias Tenho minha página capricho bijuterias na qual dou dicas de moda. 


A Georgia também tem sua própria marca de bolsas, eu estou apaixonada pela que ganhei de presente dela. E uma pagina onde dar dicas sobre moda, vou deixar o link aqui para que você possa ir lá na pagina seguir e pegar mais dicas de moda. 


E não se esqueça de seguir o blog no instagram pois estará acontecendo sorteio de um exemplar do livro. 


Entrevista com o Autor Plinio Garcia.



Oii meus leitores, tudo bem? No ano passado recebi o livro "Faça algo por você" da editora Scortecci, e foi um dos melhores livros lido em 2019, apos a leitura do livro minha mentalidade mudou bastante, minha visão de mundo e de perspectiva se transformou. E por isso convidei esse autor incrivel para dar uma entrevista aqui no blog (entrevistas com autores nacionais farão parte do quadro de post mensais) e para minha felicidade ele aceitou. 

Para vocês terem uma ideia, esse livro já foi recebido até pelo papa e pela Rainha Elizabeth.

E obrigada também a editora Scortecci pela parceria que me proporcional essa leitura incrivel. 


Se você ainda não leu a resenha e o post com os melhores posts já corre lá e depois volta para ler a entrevista. 
Resenha aqui, melhores quotes aqui. 

Dose de Poesia: Você sempre sonhou em se tornar escritor?
Plinio: Nunca pensei em ser escritor, acredito que com a minha formação como psicólogo, me
proporcionou esta possibilidade gradativamente, aliada a minha facilidade de
escrever e sempre gostar de ler.

Dose de Poesia: Quando a vontade de escrever começou?
Plinio: A vontade de escrever surgiu quando consegui ver que através do escrever eu também
poderia ajudar as pessoas e que meus escritos poderiam se tornar mais uma
ferramenta para ajudar as pessoas.

Dose de Poesia: Pretende lançar novos projetos literários?
Plinio: Penso ainda poder ter a chance de escrever outros livros, tudo vem no momento
certo
Dose de Poesia: O livro Faça algo por você, mudou a vida de muitas pessoas, fazendo-as terem novas percepções sobre o mundo, como você se sente sabendo que ajudou e ajuda tantas pessoas através do seu livro?
Plinio: Este livro realmente tem ajudado muita gente, e isto me deixa muito feliz em saber
que o livro pode chegar onde eu não possa estar, mas que indiretamente estou
ajudando de uma outra maneira

Dose de Poesia: Em algum momento da vida você já se sentiu perdido? Usou isso como inspiração para escrever?
Plinio: O escrever, este habito saudável, nos faz repensar nossa trajetória na vida, nossas
atitudes e maneiras de agirmos, temos sim nossos altos e baixos e precisamos
aprender a tirar lições disto e quem sabe fazer disto uma motivação e um estímulo
para escrever motivando e ajudando outras pessoas.

Dose de Poesia:  Como é a relação atualmente com os seus pacientes?
Plinio: Sinto que minha relação com os pacientes é muito saudável, sempre de ajuda e
cooperação, buscando fazer enxergar outras possibilidades na vida para lidar com seus
conflitos.

Dose de Poesia: Você passou por muitos momentos difíceis para abordar tão bem sobre todos esses aspectos (perseverança, resistência, determinação, etc)?
Plinio: Momentos difíceis fazem parte do nosso crescimento pessoal, e acredito que devemos
aprender com tais dificuldades, usando das ferramentas da perseverança,
determinação, resistência e positividade

Dose de Poesia: Algum recado para os seus fãs, que assim como eu amaram o livro e puderam através dele mudar de vida?
Plinio: O recado que tenho para meus leitores é que nunca desistam de seus objetivos e
sonhos, perseverem, acreditem mais em vocês mesmos e acreditem que a leitura
também é um caminho de crescimento pessoal e de ajuda.


Entrevista com o Autor Hugo Sales


Vocês sabiam que hoje (16/02) é o dia do repórter? E para comemorar eu trouxe aqui uma entrevista de um colega de trabalho que admiro muito o Hugo Sales, no ano passado nos dois formos indicado ao prêmio de literatura 



O Hugo publicou em diversos livros da Andross Editora e hoje trabalha para a editora como organizador de antologias. Fiquei contente ao saber disso, pois ele é realmente um daqueles escritores que voce olha e pensa "quero ser assim como crescer" 
Então chega de enrolação e vamos a entrevista 



Dose de Poesia: Em que momento da sua vida você descobriu que gostaria de ser escritor? 
Hugo: Eu descobri que gostava de contar histórias ainda na adolescência. Jogava muito RPG com os meus amigos, onde eu adorava narrar as nossas aventuras. Aí foi o começo de tudo, eu acho. Clichê? Talvez. Escrever, de fato, aconteceu tardiamente. Depois de me apaixonar pela leitura - também tardiamente.
Eu era daqueles alunos que não gostava de ler na escola e não tinha muito incentivo, então passava longe sempre que possível. Eu comecei a ler mesmo, anos depois, em meu segundo trabalho. Possuía bastante tempo ocioso e encontrei na leitura uma forma de gastá-lo bem. A coisa ganhou força e me deu vida, abriu novos horizontes, transformou-me. Ler é uma paixão hoje em dia, até mais que escrever. Eu não seria ninguém sem os livros que li, sejam eles bons ou ruins.
De tanto ler, cheguei ao ponto de começar a rascunhar um texto aqui e outro ali, inspirado por outros autores, por outras histórias. Estes primeiros rascunhos eram horríveis, mas eles deram início à minha carreira como escritor – se é que eu posso chamar de carreira.
Então, eu comecei a escrever como forma de passar o tempo, para mim mesmo, nada mais que uma brincadeira, eu acho. Algum tempo depois isso se tornou a minha vida porque foi na escrita que eu realmente encontrei um sentido para viver e enfrentar tudo e todos. 

Dose de Poesia: Sua família te apoiou nesta decisão?
Hugo: Eles nunca foram contra ou tentaram me impedir, também nunca agiram com negatividade, o que já é muita coisa se for analisar bem. Eles sempre ficaram felizes com as minhas publicações, e hoje em dia, dizem com certo orgulho que sou escritor. Eu gosto de ver o lado bom e tomo isso como apoio. Até porque, mesmo sem qualquer apoio, eu seguiria em frente.

Dose de Poesia: Você pretende continuar escrevendo em antologias ou pretende publicar um livro solo?
Hugo: Eu adoro produzir contos. É um gênero no qual me sinto bem ao escrever. Quero participar sempre de antologias bacanas. Além disso, sou defensor dos contos como porta de entrada para drogas mais pesadas, como os romances. É um gênero incrível, mas com pouco espaço e divulgação no Brasil. Mas, acredito que o cenário esteja mudando.
Atualmente, possuo dois romances escritos, um de terror e outro de drama, e um terceiro sendo criado, também de terror. Não sei se serão publicados ou quando serão, são minhas primeiras tentativas de produzir romances. Mas, sim, eu quero muito publicar livros solos, o máximo deles que eu puder enquanto viver. Para isso acontecer, tenho um longo caminho a percorrer e muitas palavras para escrever.
Em Setembro devo lançar um projeto bacana. Livro? Conto? Novela? Quem sabe? Não posso falar muito sobre ele ainda.   

Dose de Poesia: Em algum conto/poema você usou suas personalidades ou a sua própria vida para escreve-lo?
Hugo: Eu já me inspirei em fatos reais acontecidos comigo. Nós, escritores, costumamos brincar que às vezes sangramos na página em branco, mas ao invés de tingi-la com sangue usamos as palavras. É terapêutico lidar com alguns problemas e dificuldades colocando-os em alguns textos. Faço bastante isso no meu blog, o Legado das Palavras. Quase todos os textos são de caráter biográfico.    


Dose de Poesia: De onde vem seus personagens? Já usou alguém que conhecia como inspiração?
Hugo: Acredito que parte do processo de escrita é observar e absorver o mundo ao nosso redor, tentar transpor algumas dessas coisas em palavras. E isso faz com que pessoas ao meu redor me inspirem. Normalmente, eu imagino a história antes de tudo, depois crio o cenário e a partir daí tento criar os personagens. Gosto que eles interajam no enredo e não sejam apenas robozinhos que fazem a narrativa funcionar. Tento ao máximo deixá-los livres, por isso, não faço muitas anotações prévias sobre eles. Gosto de pensar que descobri-los dentro da história, penso que dá mais veracidade. Ver como eles reagem diante das circunstâncias, como lidam com as situações é um processo bem legal. Eu sei que sou eu quem está fazendo as coisas acontecerem, mas, acredite quando digo que eles parecem ganhar vida própria, pois é o que acontece.  
E, claro, já usei muitos conhecidos meus como inspiração. Tenho a sorte de estar rodeado por pessoas boas e incríveis, difícil não ficar inspirado com elas. Já criei muitos personagens inspirados em traços de minha personalidade ou na personalidade de outras pessoas, contudo, foram raras as vezes que concebi um personagem para ser como alguém que conheço aqui no mundo real.

Dose de Poesia: Quais suas ambições como escritor?
Hugo: Eu só quero escrever as minhas histórias. Desejo isso para o resto dos meus dias. Não ligo para fortuna ou fama, desde que eu possa viver e escrever, ótimo! Penso que não tenho grandes ambições como escritor, embora viver da arte de escrever seja um objetivo ainda distante. Por fim, escrever é o mais importante de tudo.

Dose de Poesia: Qual seu livro e gênero favorito e porque?
Hugo: O meu livro favorito até o momento é O Lado Bom da Vida. Gosto das mensagens que aprendi com a história e seus personagens. Foi um livro com grande impacto sobre mim. Gênero favorito é difícil escolher um só, mas fico com o gênero Stephen King... Ops, terror.
Porque nós gostamos de sentir medo e isso faz um bem danado. Gostaria de compartilhar o trecho de uma matéria que li há algum tempo:
“As aulas de ciências ensinam que medo, ansiedade e estresse ajudaram o homem a evitar o perigo e a progredir. Evolutivamente importantes, eles aumentam a eficiência do organismo, deixando-o pronto para a briga. Assim que o cérebro percebe uma ameaça, um sistema chamado circuito do medo entra em ação. Formado por núcleos cerebrais como a amígdala e o hipocampo, ele libera neuro-hormônios e neurotransmissores para defender o organismo. Dopamina, endorfina e adrenalina vão para o sangue, preparando o corpo para a reação. Só que, quando o monstro é de papelão, o cérebro percebe a pegadinha e suspende a produção das substâncias. E a alta da dopamina, que deixa o corpo atento e alerta durante esses momentos, dá sensação de prazer e calma. Como se o corpo ficasse chapado em segundos. “Liberações rápidas de dopamina provocam reações agradáveis e muito prazerosas”, diz Antônio Nardi, coordenador do Laboratório de Pânico e Respiração da UFRJ. “Só quando ela perdura no organismo vêm as reações ruins, como confusão mental e fadiga.”

Dose de Poesia: Alguma vez você aprendeu algo com uma crítica? Se aprendeu, isso mudou seu jeito de escrever?
Hugo: Críticas são bem vindas. Muitas me ajudaram a ver as coisas sob outras perspectivas. Mas, é necessário saber filtrá-las. Dê total preferência às críticas construtivas e simplesmente ignore as destrutivas – isso tem funcionado comigo. Nenhuma crítica alterou o meu modo de escrever, no entanto, mas algumas vieram em boas horas e acrescentaram bagagem em minha escrita.

Dose de Poesia: Como você se sentiu ao ser indicado 4 vezes ao premio strix da andross editora e ganhado 3 delas?
Hugo: Às vezes, eu nem acredito. Foram alguns dos momentos mais marcantes de minha curta jornada na arte de escrever. As quatro indicações foram para contos que eu gosto muito, histórias que escrevi com todo carinho e dedicação, então, vejo-as como frutos desses trabalhos. Mas, confesso, fiquei surpreso com todas elas. Surpreso e muito feliz, claro. Levo isso como prova de que é possível evoluir na escrita com muito estudo, prática e dedicação.


Dose de Poesia: Agora que esta organizando sua primeira antologia sente falta de publicar como autor nos livros da andross? E como se sentiu quando foi convidado para organiza-la?
Hugo: Eu ainda continuarei a publicar contos! Em 2017 devo ter dois ou três publicados pela Andross, então, não sentirei falta disso.
O convite foi outra surpresa. Encaro esse estagio como organizador como uma grande oportunidade de aprendizado. É vital para os escritores independentes ter contato com o mercado e o que rola por trás das cortinas de uma editora, eu estou gostando bastante! O desafio é grande, mas acredito que veio na hora certa. Estou contente em fazer parte de um projeto tão bacana como o livro Mão de Ferro, agora, como co-organizador.

Dose de Poesia: Qual mensagem você pretende passar àqueles que querem se tornar escritores?
Hugo: Leia. Escreva. Escreva muito. Escreva mais ainda. Estude. Aprenda até mesmo técnicas que não vá usar. E escreve ainda mais.
Não desista dos seus sonhos por mais distantes que eles pareçam estar. Também não ouça a negatividade das pessoas, embora muitas delas não falem por mal, é extremamente importante saber o que se quer fazer e seguir em frente. Bukowski disse: Ache o que você ama e deixe isso te matar.
Ou algo assim. E é bem por aí.
 A vida de escritor é corrida e não tem todo o glamour que parece ter, mas, ao mesmo tempo, é algo incrível. Uma vida que vale a pena ser vivida. Contraditório? Talvez. Mas poder tocar os outros com as nossas palavras, dar algum conforto através delas, exorcizar nossos demônios ou simplesmente deixar as pessoas com as calças borradas de medo é realmente maravilhoso.     



Conhece algum texto do autor? já leu? deixe suas opinioes nos comentarios 


Kleyde Azevedo. Canceriana, 25 anos, Baiana, Escritora, 5 livros publicados, Engenheira Eletricista e pós graduanda em energias renovavéis. Apaixonada por Harry Potter, livros, séries, chocolates, cheiro de chuva, culinária e viagens. Fotógrafa amadora e atriz nas horas vagas. Não começa o dia sem uma xícara de café nem termina sem uma de chá.

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